Imigrantes

Chegada de imigrantes estrangeiros diminui em Criciúma

Nesta semana não foi registrado o ingresso de novos imigrantes na cidade

Por Daiana Carvalho - daiana.carvalho@engeplus.com.br

Em 22/08/2014 às 17:40
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Foto: Douglas Saviato/Arquivo Engeplus

A chegada de imigrantes estrangeiros diminui na maior cidade do Sul do Estado. De acordo com a secretaria de Assistência Social de Criciúma, nesta semana, nenhum novo imigrante chegou no município. “Diminuiu. Cinco ganeses que já estavam no país vieram para a cidade buscar o registro. De outros países não houve nenhum registro”, destaca a secretária da pasta, Solange Barp.

Até então, não é possível precisar o número exato de imigrantes vivendo na cidade. Conforme Solange, há uma grande resistência por parte dos estrangeiros em fazer o cadastro com a Prefeitura Municipal. A estimativa da Assistência Social é de que pelo menos 500 imigrantes estrangeiros estejam em Criciúma e região. Grande parte deles já conseguiram regularizar a permanência no país junto ao Ministério do Trabalho e já foram empregados. A grande maioria se colocou em vagas disponível no ramo da alimentação e da construção. “São poucos os que ainda não estão trabalhando. As empresas estão procurando e nós os encaminhamos para a seleção”, explica Solange.

O recurso buscado por uma comitiva do município entre os dias 13 e 14 deste mês, em Brasília, para auxiliar os imigrantes que entraram no país com o pretexto de prestigiar a Copa do Mundo e acabaram se estabelecendo em algumas cidades do Brasil, como Criciúma, ainda não foi liberado. A expectativa é de que o subsídio seja encaminhado a partir de setembro. “Na sexta-feira passada, dia 18, veio uma equipe do setor social do Estado e do Governo Federal. Eles pediram um levantamento para abrir um acerto. Temos o pedido de 50 auxílios e eles abriram margem para 500 beneficiados”, esclarece Solange.

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Na próxima semana, os 25 ganeses que residem em um porão, no bairro Pinheirinho, serão transferidos para o Lote 6, perto da Gruta de Criciúma (apenas referência) em duas casas providenciadas pelo município. “Tivemos uma semana calma. Deu para parar e pensar, fazer visitas e ver o que está faltando, como alimentação e material de limpeza”, completa a secretária.

No início do mês de agosto também foi observada a chegada de dez mulheres, vindas de Gana. A expectativa era de que esse número também aumentasse, mas não ocorreu. “Eu acredito que com o surto de Ebola (vírus que causou uma epidemia no continente africano com mais de mil mortes) o país de origem fechou as fronteiras e limitou a saída deles”, justifica Solange ao destacar que o momento, para o município, é de preparação para um possível novo pico de imigração na cidade. “Temos que aproveitar essa trégua para planejar e nos organizar sobre como agir em situações futuras”, conclui.

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