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Contra implantação de antena telefônica, moradores protestam no bairro Santo Antônio

Equipamento começou a ser instalado há 15 dias
Contra implantação de antena telefônica, moradores protestam no bairro Santo Antônio
Foto: Douglas Saviato
Por Daiana Carvalho Em 19/09/2014 às 18:54

Moradores do bairro Santo Antônio, em Criciúma, insatisfeitos com a implantação de uma antena de telefonia realizaram nesta sexta-feira um protesto contra o início da execução da obra. Parte da comunidade teme os riscos que a antena pode trazer aos moradores. “Existem controvérsias sobre os malefícios que uma antena pode trazer e nós não queremos pagar para ver”, argumenta a moradora, Lucinéia Peres da Luz.

Além da preocupação com os danos a saúde, os moradores estão preocupados com a desvalorização do terreno e a poluição visual do bairro. O local onde a torre é construída está localizado na rua Gelson Locks e fica ao lado da casa de Lucia Gonçalves da Silva, de 67 anos, que se sente incomodada com a situação. “Vai desvalorizar o que eu levei anos para conseguir, sem falar dos riscos que vai trazer para mim e para minha neta de 5 meses”, comenta.

A antena a ser instalada no local é da operadora de telefonia celular Tim. O terreno é de uma família moradora de outra rua do bairro, que defende a instalação da antena e por isso arrendou a área. “Nós não acreditamos nisso, meu irmão mora próximo a uma antena e até hoje não sofreu nada. Queremos que toda a comunidade possa ter um bom sinal de telefone”, diz a proprietária do terreno, Eliete Costa Fernandes.

A obra é realizada pela empresa American Tower do Brasil, que presta o serviço de construção das torres para diversas empresas de telefonia no país. Conforme o engenheiro de telecomunicação, Pedro Nogueira, a obra possui todas as licenças necessárias para a implantação da torre. “Já tentamos esclarecer sobre a antena, mas eles não querem nos ouvir. É um problema recorrente em diversos locais onde tentamos instalar as torres. Estamos pensando em solicitar um estudo para aferir os níveis de radiação nas imediações do local para que a comunidade possa acompanhar e ver que o índice será baixo e 200 vezes mais baixo do que o limite permitido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)”, esclarece.

O alvará para implantação da antena foi concedido em maio de 2013 e renovado em 2014. De acordo com o Plano Diretor de Criciúma de 2013, os equipamentos não devem ser instalados a menos de 30 metros de escolas e asilos. “Está tudo certo. A empresa tem todas as licenças, pois a antena estará a uma altura superior a 50 metros da residência”, explica a responsável pela Divisão de Planejamento Físico e Territorial (DPFT) de Criciúma, Tânia Maria Barcelos Nazari.

Os moradores realizaram um abaixo-assinado com 250 assinaturas para tentar impedir a construção e pretendem continuar com as mobilizações em frente ao terreno. “Vamos fazer uma corrente humana para não deixar as máquinas entrar até termos uma reposta. Queremos que a obra seja parada e não vamos abrir mão de que a prefeitura ou o Ministério Público dê explicações, pois depois que a obra tiver pronta ninguém mais irá tirá-la daqui”, destaca o presidente do bairro, Emerson de Sousa Gabriel.

A implantação de uma antena em uma área residencial já foi reportada pelo Portal Engeplus em setembro de 2012, no bairro Pio Corrêa. Na ocasião foi apresentado um artigo sobre as radiações provocadas pelas antenas, confira no link.