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Neoveneziana tem mais de cem milhões de visualizações ensinando crochê

Juliana Waterkemper trabalha com crochê há mais de dez anos
Neoveneziana tem mais de cem milhões de visualizações ensinando crochê
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 30/05/2018 às 09:16

Ensinar pontos de crochê de forma diferente é o intuito da neoveneziana Juliana Waterkemper, de 36 anos. Com vídeos nas redes sociais e videoaulas em seu canal no YouTube, ela já ultrapassou a marca de cem milhões de visualizações e tem 581 mil inscritos na plataforma. 

Juliana aprendeu a fazer crochê aos 11 anos nas aulas de Preparação para o Trabalho, mas, se distanciou das agulhas por 14 anos. Neste período, se formou Bacharel em Administração e Comércio Exterior e chegou a trabalhar como técnica administrativa em várias empresas da região. Só que aos 25 anos voltou a fazer crochê.

Ela conta que ainda trabalhava como técnica administrativa quando voltou a realizar os pontos de crochê. Juliana relata que seu esposo montou o site ao notar as dificuldades de outras pessoas. “O idealizador do site foi meu esposo. A ideia foi observando a dificuldade de algumas pessoas de se deslocarem até cursos presenciais. Então ele teve a ideia do curso online”, explicou. O site iniciou em 2006. Porém, no começo eram apenas receitas escritas e fotos do passo a passo. 

Já em 2008, Juliana deixou o emprego e se dedicou integralmente ao projeto. Com isso, ela elaborava receitas para o site e criava tutoriais de crochê.  

Objetivo do site 

Segundo Juliana, o principal o objetivo do projeto e do site é ensinar as pessoas a arte do crochê. “Tentamos transformar o desejo das pessoas em aprender na realidade por meio das videoaulas. Buscando atender as necessidades dos alunos de uma maneira simples e prática, promovendo o conhecimento e a geração de renda com confiança e qualidade. Tudo isso com uma didática própria e diferenciada”, ressaltou. 

Redes sociais 

Com mais de cem milhões de visualizações no YouTube e 581 mil inscritos no mesmo canal, Juliana conta que a intenção era levar o crochê ao máximo de pessoas. “O site e as redes sociais foram criadas com o intuito de levar o crochê a muitas pessoas. Além disso, queríamos alcançar pessoas do Brasil e do exterior e estamos conseguindo”, comentou.

“O crochê permite uma infinidade de criações, com novas tendências a cada ano que passa. Estamos felizes com o número de seguidores e visualizações. Tudo isso é um reconhecimento de nosso trabalho e isso nos motiva ainda mais”, festejou.

Público

Juliana tem 1.075 videoaulas de crochê, incluindo peças e pontos. As peças são todas criações próprias. Ela afirma que o crochê ou tricô não são coisas de pessoas idosas. “Quem pensa desta forma está fora da realidade do mundo artesanal. Pura falta de conhecimento”, observou. 

O público das redes sociais e do canal no YouTube é de pessoas de 35 a 44 anos. Juliana conta ainda ter alunos de 10 a 80 anos. 

Criações 

Juliana cria os amigurumis (bichinhos de crochê), o crochê com fio de malha, o maxi crochê e vestuário. “Quando falamos em crochê, não se podem pensar apenas em tapetes, toalhas e jogos de banheiro. Claro que isto ainda é feito, e muito, mas surgiram muitas tendências”, relatou. 

Atualmente Juliana possui 19 categorias de peças em seu site. “Procuramos atender todas dentro da nossa programação de conteúdo. Mas, atualmente, estamos criando os amigurumis e peças com fio de malha como sousplats, cachepôs para pequenas plantas e cestos. Além disso, tapetes, maxi crochê e vestuário (regatas, blusas, casacos, saídas de praia), crochê tunisiano, entre outros”, explicou. 

Aprendizados 

Os interessados em aprender crochê com a Juliana poderão o acompanhar pelo seu canal no YouTube toda terça e quinta-feira, a partir das 20h, ou entrar em seu site.

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