Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br
Em 03/09/2019 às 13:15A nomeação de 94 peritos e dois papiloscopistas para o Instituto Geral de Perícias (IGP), assinada ontem pelo governador Carlos Moisés, será um ganho significativo aos IGPs, que vem sofrendo com a falta de profissionais. Em janeiro, o instituto havia encaminhado um ofício ao Governo do Estado solicitando a nomeação. No documento, a estimativa apontava para um efetivo composto por apenas 35,89% das vagas previstas em lei, ou seja, apenas 212 peritos oficiais estavam atuando nas 585 vagas necessárias em Santa Catarina.
Na época, a solicitação era para a nomeação de Peritos Oficiais e Técnicos Periciais aprovados no Concurso Público IGP/SC Nº 001/2017. Haviam cerca de 50 vagas e o resultado foi homologado em 4 de maio de 2018.
Reflexo no Sul
Segundo o governo estadual, esta é a primeira etapa de uma série de convocações para a segurança pública, anunciada em agosto, que ainda contemplou o chamamento de 100 policiais civis (50 agentes e 50 escrivães) e ainda deve respingar com aumento de efetivo para o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Militar. Para o IGP, a chamada significa uma recomposição de efetivo após 11 anos sem novas contratações.
Não vai resolver totalmente. Mas se vier um, dois ou três (peritos criminais) será um ganho muito grande neste primeiro momento. Acredito que esse efetivo que será composto vai resolver e muito. Será um ganho significativo.
Gerente mesorregional do IGP, Sandro Brocca
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Para Criciúma, no mínimo três
Para o Sul do Estado, a princípio está confirmado o envio de cinco peritos médicos-legistas que serão distribuídos na 4ª Gerência Mesorregional de Perícias (GMP), que abrange Criciúma, Tubarão, Araranguá e Laguna. A quantidade de peritos criminais ainda não está definida.
“Sobre os criminais não foi realizada a escolha das regiões e nem a quantidade, apenas uma lista geral. Será realizado um critério técnico para ver quantas vagas serão abertas”, explica Brocca.
Em Criciúma, a estimativa é que o quadro de peritos criminais do IGP necessite, no mínimo, de quatro profissionais. Atualmente são apenas cinco, incluindo o gerente mesorregional, que fica restrito a questões administrativas.
Com a falta de efetivo, os peritos se desdobram para operar em outros setores ficando de sobreaviso. Caso aconteça algum crime com vestígio, o perito abandona o que está fazendo e se desloca para atender a ocorrência. Apesar da necessidade, Brocca trabalha com a possibilidade de receber três peritos criminais. “Chegamos a ter nove, quatro se aposentaram. Sabemos que outras regiões também tem déficit, mas acredito que virão no mínimo três. Tubarão tem um, já tivemos quatro. Laguna não tem nenhum, já tivemos dois”, explica.
Mesmo com a nomeação, a tendência é que os 94 peritos só passem a atuar no início do ano que vem. Até lá, bateria exames, testes e preparação para o cargo.
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