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Ministério Público acusa venda de cargo público municipal

Processo é baseado em três notas promissórias assinadas no final da campanha eleitoral de 2012
Ministério Público acusa venda de cargo público municipal
Foto: canal içara
Por Redação Engeplus Em 27/09/2016 às 08:06

O prefeito Murialdo Canto Gastaldon, o vice Sandro Giassi Serafin, o empresário Silvino Pizzetti e o filho dele, ex-secretário de Obras, Wagner Pizzetti, responderão em conjunto por improbidade administrativa. De acordo com o Canal Içara, a denúncia contra eles já foi apresentada pelo promotor Marcus Vinicius de Faria Ribeiro. Mas os réus ainda aguardam notificação. Eles são acusados de desviarem a atuação da Administração Pública ao mercantilizarem um cargo comissionado.

O processo é baseado em três notas promissórias assinadas no final da campanha eleitoral de 2012, cada uma correspondente ao salário de secretário municipal, aproximadamente por um ano, de R$ 72 mil.

“A essência do enredo reside em um suposto empréstimo – que receberia o disfarce de doação eleitoral – envolvendo pessoas com alto grau de instrução e com vasta experiência com negócios financeiros, mas que, curiosamente, assinaram notas promissórias sem ler, assinaram as cártulas sem o recebimento da contrapartida financeira, não se ativeram ao fato de as cártulas estarem circulando sem que houvesse, de fato, um débito”, indica.

“A nomeação, mesmo que para cargos comissionados, deve atender o interesse público primário do Estado, atender os objetivos da Administração Pública”, adverte o promotor. Leia reportagem completa no Canal Içara.

Ainda na noite dessa segunda-feira, dia 26, o prefeito emitiu uma nota oficial sobre o caso através de sua assessoria de imprensa. Leia abaixo na íntegra:

Recebemos com indignação a ação civil pública feita pelo promotor Marcos Vinícius de Faria Ribeiro, da segunda promotoria da comarca de Içara. Respeitamos os poderes constituídos do nosso País, mas não podemos deixar de questionar o fato de uma ação como essa, envolvendo fatos do ano de 2012, vir a público na semana das eleições municipais de 2016.

Bem como o fato de a imprensa regional ter acesso ao conteúdo dessa ação civil pública antes mesmo dos citados serem notificados. Contudo, confiante na justiça, reafirmamos a total inexistência de qualquer ato ilícito naquele momento da eleição de 2012, principalmente porque os mesmos se referem a questões interpessoais.

Assim sendo, não envolve nenhum tipo de recurso público, portanto é descabida a acusação de improbidade administrativa. Caso houvesse algum tipo de negociação envolvendo cargo público, o então secretário não teria ficado no cargo menos de cinco meses. Desta forma, aguardamos pela notificação dos citados e, acima de tudo, a comprovação dos fatos alegados nesta ação civil.

Grato,

Murialdo Gastaldon - prefeito de Içara
Sandro Giassi Serafin - vice-prefeito de Içara