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Em simulação, avião cai no campus da Unesc

Ação ocorreu na noite desta sexta-feira e chamou a atenção pelo realismo
Em simulação, avião cai no campus da Unesc
Foto: Mayra Lima / Unesc
Por Redação Engeplus Em 14/11/2015 às 09:01

Uma mulher machucada pede, aos gritos, ajuda ao marido que está ferido e não consegue se movimentar. Ambos estavam no avião ATR-72, que saiu do aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, na noite dessa sexta-feira, e caiu no campus Unesc, em Criciúma.

A história poderia ser real, mas fez parte da simulação de acidente aéreo que encerrou o curso de Corpo de Voluntário de Emergência (CVE), promovido pela Infraero em parceria com a universidade. O treinamento envolveu professores e alunos dos cursos da área da Saúde e de Artes Visuais da Unesc, além de profissionais que atuam em resgate e pessoas da comunidade que participaram da capacitação que ocorreu nesta semana na Unesc.

Esta foi a segunda simulação de acidente aéreo fora de aeroportos no Brasil. Em 2013, houve um curso CVE na Unesc, e a simulação ocorreu no Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha. Profissionais como os do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar, IML e da ASTC participaram da atividade.

Segundo a coordenadora da Unidade Acadêmica de Ciências da Saúda da Unesc (UNA SAL), Indianara Becker, a participação de professores, funcionários e alunos da universidade no treinamento é importante tanto para a vida profissional deles quanto para tornarem-se voluntários e auxiliarem em caso de acidentes reais. “Como a universidade está em um raio de oito quilômetros do aeroporto, as pessoas daqui fazem parte da comunidade aeroportuária que pode se deslocar para ajudar com maior rapidez”.

A superintendente da Infraero no Aeroporto Diomício Freitas, Márcia Santos, ressalta que do horário do acidente fictício, às 19h24min, Infraero, Samu e Corpo de Bombeiros levaram cinco minutos para chegar ao local da queda do avião. “Além de treinar a comunidade aeroportuária, o curso tem o objetivo de aferir o tempo de resposta das entidades que podem ser acionadas em caso de acidente aéreo”, afirma.

O CVE encerra com o envio do relatório com vídeo, fotos e anotações para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo Márcia, a partir dele, os profissionais de resgate e da Infraero conseguem analisar a atuação e minimizar os erros na hora do atendimento. 

( Colaboração: Milena Nandi / Comunicação Unesc )