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Motoristas já aceitam transitar sem escolta

Acordo inicial com empresários e PM propunha regime especial até ontem
Motoristas já aceitam transitar sem escolta
Foto: Arquivo Engeplus
Por Denis Luciano Em 06/02/2017 às 10:30

A calmaria parece ter retornado ao sistema de transporte coletivo em Criciúma, passado o primeiro final de semana depois do mais recente ataque a ônibus, com o registro do incêndio da última quarta-feira no Loteamento Vida Nova e o regime especial de linhas transitando sob escolta na cidade.

“Tudo funcionou muito bem de sexta até ontem com a escolta da PM nas linhas noturnas”, constata o presidente do Sindicato dos Motoristas (Sintacril), Clésio Fernandes, o Buba. O comando do sindicato vai conversar com a categoria no começo da tarde desta segunda, nos terminais, mas avalia que as escoltas já não são mais necessárias para os próximos dias. “A promessa inicial era de escolta até ontem. Imagino que já surtiu efeito, já nos deu a segurança que precisávamos para trabalhar”, comenta. A prisão de um dos envolvidos no ataque ao ônibus também colaborou para a volta da tranquilidade, pontua o presidente.

Para o comandante da Polícia Militar em Criciúma, tenente coronel Evandro Fraga, há dificuldades para manter, como já se cogitou, presença permanente da PM nos terminais de ônibus. “Solicitar duas viaturas exclusivas para escoltas no Terminal da Próspera, duas no Centro e cinco no Pinheirinho, na atualidade, não é possível, e traria significativos problemas, entre os quais desgastes das viaturas e excessos de horas trabalhadas pelos policiais”, acrescenta.

Ainda não há manifestação dos empresários no sentido de só manter as linhas noturnas mediante escolta, conforme se fez nos últimos dias. Assim, a expectativa é de normalidade no sistema com os horários sendo cumpridos nas linhas das regiões do Rio Maina, Santa Luzia e Próspera, que haviam sido impactadas com a suspensão anunciada na última quinta-feira.