Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br
Em 09/12/2020 às 20:34A Polícia Civil avançou na investigação para identificar pessoas que coletaram parte do dinheiro espalhado nas ruas durante a madrugada do último dia 1°, quando um grupo criminoso sitiou Criciúma e roubou cerca de R$ 80 milhões da agência central do Banco do Brasil.
Em entrevista ao Portal Engeplus, o delegado da Polícia Civil de Criciúma, Márcio Campos Neves, explicou que um valor considerável de dinheiro já foi recuperado. “Estamos indo atrás de um por um”, resumiu.
"Separar o joio do trigo"
A identificação dos envolvidos é possível com ajuda de filmagens realizadas durante o recolhimento do dinheiro e também por meio de imagens capturadas por câmeras de monitoramento. O delegado não precisou o valor exato que já foi recuperado, mas garantiu que todas as pessoas vão ser identificadas e que algumas não serão indiciadas.
“Já recuperamos um valor considerável e vamos trabalhar para identificar os outros. Algumas (pessoas) têm explicações interessantes, vamos separar o joio do trigo. Estamos trabalhando para analisar todos os fatos, tem muitas imagens e vamos pegar”, explicou.
Também está sob investigação a possível ação de um motoqueiro, que teria furtado um fardo de dinheiro e fugido do local. Pela legislação, todo o inquérito policial tem 30 dias para ser concluído. Após esse período, a Polícia Civil pode pedir ao judiciário o aumento do prazo.
Já está sendo trabalhado para identificação e responsabilização (das pessoas que furtaram o dinheiro) porque de um jeito ou de outro há um crime cometido, evidentemente um crime muito menor, que não foi com aquela violência, mas este é um procedimento a cargo das delegacias de polícias de Criciúma
Anselmo Cruz, delegado da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic)
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Cerca de R$ 80 milhões roubados
O montante levado pelos criminosos no roubo ocorrido na madrugada do dia 1° de dezembro não foi divulgado de forma oficial pelo Banco do Brasil. Todavia, o delegado da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic), Anselmo Cruz, explicou em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, dia 9, que foi repassado para a investigação um valor aproximado e que estaria na ordem dos R$ 80 milhões.
“O valor foi contabilizado pelo banco, ainda não houve a formulação de depoimento do representante legal, mas ficou nesse valor aproximado. Com relação a outras situações identificadas de furtos de valores que acabaram ficando fora da agência bancária, a delegacia de polícia aqui de Criciúma instaurou o inquérito policial. Por conta disso já houve a recuperação de outros valores, inclusive”, explicou.
Cabe lembrar que a investigação que apura o roubo ao Banco do Brasil está dividida em várias frentes de atuação. Existe o grupo que trabalha para identificar os criminosos e outros que estão trabalhando em situações periféricas, como o caso das cédulas recolhidas nas ruas, que aconteceram ao longo da madrugada da última terça-feira.
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