Segurança

Novo cangaço: o que é a modalidade criminosa que foi praticada em Criciúma?

Cidade teve noite de terror sendo alvo de criminosos na madrugada de terça-feira, dia 1º

Por Jessica Rosso - jessica.rosso@engeplus.com.br

Em 02/12/2020 às 08:16
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Foto: Divulgação

O novo cangaço é uma expressão que faz referência às ações que eram praticadas por cangaceiros. A modalidade criminosa foi praticada em Criciúma, na madrugada de terça-feira, dia 1º de dezembro, por um grupo de assaltantes.

O professor, especialista e estudioso da expressão "novo cangaço", Rogério Greco, em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, na Rádio Eldorado, comentou nesta quarta-feira, dia 2, sobre como o grupo formado por cerca de 30 pessoas agiu e o que caracteriza a expressão "cangaço". Portando fuzis, armas longas, o equivalente a um patrimônio de R$1 milhão, ainda não há informação se esse grupo é uma facção independente ou é ligada a uma facção. O que se sabe é que essas pessoas fizeram um planejamento perfeito, tanto que não houve reação, disse o doutor.

"A estrutura é muito grande, a necessidade de um planejamento estratégico, as pessoas tem que ter uma participação no dia a dia da cidade muito antes do crime. Fizeram o levantamento completo. Tem que saber quantos policias militares têm na cidade, quantos policiais civis têm, leva tempo, para chegar nesse ato oficial. Essa prática leva um tempo", afirmou. 

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O Banco do Brasil já havia comunicado durante o dia do assalto, na terça-feira, dia 1º, que não informaria a quantidade de dinheiro levada pelos criminosos. A informação extraoficial dada pela Rádio Eldorado, é de que o valor chegaria a R$ 90 milhões.

Greco explica que o grupo entendeu que é fácil para eles a prática de entrar numa cidade pequena, em regiões do interior, fazendo reféns, e utilizando-os para evitar um confronto com a Polícia Militar. "O bandido nao quer o confronto. Eles querem facilidade. Eles sabem da realidade de muitas cidades do interior, que tem um número menor de efetivo, então a primeira coisa que eles fazem quando chegam é prender os policiais", explicou. "Eles são muito covardes por utilizarem pessoas como escudo, mas eles fazem muito pior, eles ficam por trás das pessoas na hora da fuga, porque sabem que a polícia jamais vai atirar num carro em que uma pessoa está fazendo escudo, é preferível deixar fugir do que balear um inocente".

Dinheiro na rua é caos na fuga

Questionado sobre a ação dos criminosos em deixar notas roubadas do banco pelas ruas, ele disse que a atitude não tem o intuito de apenas ganhar simpatia, mas que faz parte do plano colocar nas ruas nesse momento as pessoas, para que se torne um caos e facilite o momento da fuga. "É tudo planejado, nada é feito por acaso", disse. Se a população estivesse armada, com base em seus estudos, Greco não acredita que haveria confronto, justamente, pelo fato de que os criminosos portavam fuzis.

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