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Visita ao Sul

'A Polícia Militar passa por um dos seus menores efetivos', diz comandante-geral da PMSC

Estado estuda retomar proposta de contratação de policiais temporários

Por Lucas Renan Domingos -

4 min de leitura

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'A Polícia Militar passa por um dos seus menores efetivos', diz comandante-geral da PMSC
Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

Em visita aos batalhões de Criciúma, Araranguá e Içara, o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Aurélio José Pelozato da Rosa, confirmou que a recomposição do efetivo policial será uma de suas missões na função. Ele afirmou que atualmente são aproximadamente 9,6 mil policiais militares no Estado e que uma das metas estabelecidas em seu planejamento estratégico é alcançar 12 mil militares na corporação.

Pelozato reconhece o déficit de efetivo. O comandante afirma que Santa Catarina passa por um momento em que possui o menor número de policiais em sua história. “Não negamos. A Polícia Militar passa, em sua série histórica, por um dos menores efetivos nos tempos mais recentes. Estamos com aproximadamente 9,6 mil policiais e, sim, tem projetos de inclusão de policiais e soldados”, alegou.

De acordo com o coronel, o Estado já estuda possibilidades para complementar a corporação. Não estão descartadas a possibilidade de abertura de novos concursos públicos. Os pedidos já foram encaminhados para a Secretaria de Estado de Administração e para a Secretaria de Estado da Fazenda, a fim de analisar o impacto financeiro das contratações.

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Como alternativa mais imediata, a Polícia Militar de Santa Catarina pretende recolocar em pauta a discussão de contratação de policiais temporários. A medida já havia sido apresentada pelo governador Carlos Moisés, mas foi reprovada no parlamento catarinense.

“No ano passado, tivemos um projeto que incluiria na corporação 500 policiais temporários. São militares que seriam destinados para funções administrativas internas. Este projeto vai ser reapresentado porque não foi aprovado na Alesc”, pontuou.

Visita ao Sul

A visita na região Sul teve como objetivo ouvir dos comandantes locais quais são os indicadores de desempenho e os números dos municípios para encaixá-los no planejamento global da corporação. “Estamos apresentando o planejamento estratégico PMSC pelos próximos dez anos, passando as metas e conceitos que estamos trabalhando, dentro da missão de preservação da ordem pública”, frisou.

As ações passam não só pelo acréscimo de efetivos, mas por melhorias de recursos, equipamentos e capacitação de policiais. “Temos um planejamento de metas a curto, médio e longo prazo. Estamos reestruturando a corporação em nível administrativo e operacional. Queremos um modelo que tenha aqui na região um batalhão regional para que, até que chegue os recursos especializados da capital, haja uma resposta rápida. Esta resposta descentralizada está sendo trabalhada”, revelou Pelozato.

O comandante do 6º Comando Regional de Polícia Militar (6º CRPM), coronel Vilson Schlickmann Sperfeld, também apresentou demandas ao comandante-geral. “Estamos conversando ao longo do dia a questão de estrutura. O comandante tem acenado com as questões de mudança de algumas unidades para companhias. E estamos tratando também treinamentos, uma formação continuada. O comandante está incluindo em seu plano de comando alguns indicadores para a região e trabalharemos em cima disso. É um trabalho a várias mãos para trazer a nossa região melhorias, mesmo tendo índices excelentes”, afirmou.

Criminalidade no Sul

Sobre o acréscimo de crimes nos municípios do Sul do Estado, coronel Pezolato afirma que uma, apesar das oscilações, os índices na região, assim como em todo o estado ainda são satisfatórios. “O que tem sido feito, como acontece na região de Criciúma, são estratégias de operações pontuais, atuando onde a incidência criminal é maior. E estamos atacando esses pontos específicos. Através deste planejamento, consegue dar este equilíbrio. Os indicadores aqui da região, apesar das oscilações, como também de toda Santa Catarina, são de excelência”, disse.

Ele destacou que não há no Brasil outros estados que possam servir de referência para Santa Catarina.“São números que não existem no Brasil, mas a nossa exigência é a mesma que a população pede. Quanto melhores os indicadores, mais a população cobra melhorias. Não encontramos mais no Brasil padrões de referências que nos permitam elevar o nosso nível de qualidade. Temos que buscar isso fora do país”, finalizou.

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