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De funcionário a proprietário

Açougue Chuletão se reinventou para acompanhar o mercado sem deixar de ser 'raiz'

Açougueiro faz os cortes mais pedidos da atualidade sem deixar os cortes de espeto de lado

Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Açougue Chuletão se reinventou para acompanhar o mercado sem deixar de ser 'raiz'
Foto: Divulgação

Transformação é uma palavra que tem marcado os empresários em 2020. Mas mudanças não são exatamente novidade para Julio Cesar Burato Novello, atual proprietário do açougue Chuletão, localizado na Próspera, em Criciúma. Nos últimos anos, com o crescimento dos pedidos para carnes de parrillas, ele precisou reinventar os cortes vendidos em seu estabelecimento. "Mas sem deixar de ser 'raiz'. Ainda vendo os cortes tradicionais para espeto", garante.

O Chuletão atravessou gerações. A família do antigo proprietário trabalhou no ramo desde o avô até o neto. Novello trabalhou no açougue durante 11 anos antes de virar proprietário. "O que mais zelo é algo que aprendi quando fui funcionário aqui: o cliente passou pela porta, precisa sentir que está em casa, à vontade, e sendo bem atendido. Só assim ele volta", afirma.

Quando começou a trabalhar na empresa, o mercado era muito diferente do que é atualmente. "Antigamente, vendíamos maminha, lombo e alcatra para o churrasco do fim de semana. Hoje mudou... o pessoal quer Prime-rib, T-bone, e outros cortes para parrilla. Eu precisei estudar para fazer estes novos cortes. O mercado modernizou", explica Novello.

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Segundo o proprietário do Chuletão, atualmente as carnes que eram consideradas "de segunda" cresceram no mercado. "Antes ninguém queria um corte da parte do acém, por exemplo. Se colocássemos na vitrine, ninguém levava pro churrasco. Hoje isso é ouro. Hoje foi transformado em uma carne saborosa", destaca.

Além dos cortes para churrasco, o empreendimento trabalha com os cortes de dia a dia. "Bifes, carne moída, carne para strogonoff, para ensopar... temos todos os cortes tradicionais. Também fazemos kit para hambúrguer, deixamos a carne já pronta e moldada", diz Novello.

"Não é porque o mercado atualizou que deixei de fazer o raiz", garante dono do açougue

Além do trabalho diário no açougue, Novello também vende carne já assada aos fins de semana. No sábado e domingo, o Chuletão tem o churrasco de espeto, tradicional, com farofa e maionese para quem quiser levar para casa ao meio dia. Para os amantes de costela, uma dica especial: ele faz a costela assada aos domingos, para almoço.

Durante a pandemia, Novello decidiu ampliar o atendimento e fazer os cortes de parrilla já assados para serem vendidos às quintas e sextas-feiras no período da noite. "Estamos trabalhando mais, para poder se manter vivo nesta época que não está sendo fácil", afirma.

Todo o trabalho é feito de maneira especial com uma ajuda diferenciada. "Quem me ajudou a encarar essa decisão para seguir com o açougue foi minha esposa, Angela Francine. Ela é meu braço direito, trabalha comigo e me ajuda muito", afirma.

Confira o horário de funcionamento do Chuletão:

Segunda-feira: Fechado

Terça-feira: 8h às 12h e 14h às 18h30

Quarta-feira: 8h às 12h e 14h às 18h30

Quinta-feira: 8h às 12h e 14h às 18h30

Sexta-feira: 8h às 12h e 14h às 18h30

Sabado: 8h às 15h

Domingo: 8h às 12h

Contatos:

WhatsApp: (48) 9 98314870

Fixo: (48) 2102-7560

Instagram: @acouguechuletao

Endereço: Rua Engenheiro Loja, próximo à igreja

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