Adolescentes gravam rap sobre homicídio que praticaram
A Delegacia de Proteção à Mulher, Infância e Adolescência de Criciúma recebeu, na terça-feira, um celular onde estava gravado um rap feito por dois adolescentes. Na música, os jovens contavam sobre um homicídio praticado por ambos no Balneário Rincão no final do ano passado. De acordo com o delegado Danilo Bandeira Valdetaro, eles ainda não foram condenados pelo crime, mas acredita-se que o rap viabilizará a ação condenatória para que eles sejam internados no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Criciúma.
"Estes adolescentes têm várias passagens pela delegacia por diversos crimes cometidos. Entre eles, estava este fato análogo a crime de homicídio, que foi praticado por ambos. Um deles já esteve internado por 45 dias no Casep. Agora, o procedimento está no Judiciário, enquanto eles estão em liberdade", analisa o delegado.
O celular com a música foi entregue na delegacia por um policial militar, e o delegado ainda não ouviu o oficial para saber de onde veio o aparelho. "Vou pegar o depoimento deste policial nesta semana, mas acredito que o aparelho tenha sido pego no Casep. Mesmo assim vou abordar melhor o assunto", esclarece Valdetaro.
Conforme avalia o delegado, o ato infracional cometido antes dos 18 anos não servirá de reincidência caso ele volte a cometer crimes após a maioridade. "Mas é óbvio e notório que, por serem adolescentes problemáticos, a sentença criminal os desfavorecerá", salienta.
Valdetaro já havia instaurado o procedimento de fato análogo à apologia ao crime, mas não havia como comprovar que os adolescentes de fato cometeram o homicídio. "Agora, com este rap, a condenatória poderá ser viabilizada. Eles podem ir para o Casep caso seja comprovada culpa, e o Judiciário, juntamente com o Ministério Público, decidirá sobre a pena adequada pela apologia ao crime contida no rap", pontua.







