Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
PublicidadePublicidade
Imbróglio na saúde

Ainda sem receber rescisão, trabalhadores reivindicam valor da venda da Casa de Saúde do Rio Maina

Espaço foi adquirido pela prefeitura por R$ 1,8 milhão em 2020

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

3 min de leitura

Compartilhar:
Ainda sem receber rescisão, trabalhadores reivindicam valor da venda da Casa de Saúde do Rio Maina
Foto: Arquivo/Decom

Ex-funcionários da antiga Casa de Saúde do Rio Maina buscam um final feliz para o imbróglio relacionado a dívidas trabalhistas devidas pelo Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev). Para isso reivindicam judicialmente que o valor da venda do local para a Prefeitura de Criciúma seja depositado em uma conta judicial para posterior pagamento do passivo.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), a dívida soma cerca de R$ 2 milhões. A venda para a prefeitura, concretizada em 2020, gerou indenização de R$ 1,8 milhão ao proprietário do terreno, que também foi administrador da Casa de Saúde antes do Isev. O espaço é utilizado pelo Município como Centro de Reabilitação Cardiopulmonar pós-Covid-19.

Diante do impasse, ex-funcionários da Casa de Saúde do Rio Maina vão realizar uma sequência de manifestações na próxima semana. Os atos ainda estão em fase de planejamento e devem ocorrer em frente à antiga Casa de Saúde, no Paço Municipal e também em Urussanga, em frente à clínica do ex-proprietário da instituição e recebedor da indenização paga pela prefeitura.

Publicidade

“Ele é o dono do espaço e fez acordo comercial com o Isev. Depois vendeu de porteira fechada o Rio Maina sem ter feito a rescisão dos trabalhadores na época. Tivemos uma reunião com ele, que disse que não tinha nada a ver com isso e que estava contente. Os trabalhadores que deveriam ter direito sobre os valores não receberam nada”, lamenta o presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido.

O Sindisaúde já anexou ao processo, que corre na Justiça do Trabalho de Criciúma, o pedido de inclusão do ex-proprietário no polo passivo para então tentar chegar ao valor da venda. O valor da dívida é referente ao não pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias, salários e a não quitação das verbas rescisórias.

“Pedimos que seja feito arresto desse valor ou cancelada a própria venda. Estamos nos mobilizando para fazer alguns atos e denunciar a situação. Os trabalhadores até agora não receberam nada. Vamos fazer atos políticos para sensibilizar. Fomos surpreendidos quando a prefeitura decidiu fazer o uso do espaço e pagou os valores para o antigo dono, apesar do sindicato ter notificado a Câmara e a Prefeitura de que o valor deveria ser depositado em conta judicial para pagamento do passivo”, afirma.

No espaço onde funcionava a Casa de Saúde do Rio Maina e o Centro de Retaguarda, a prefeitura pretende criar o Hospital Santo Agostinho. Confira a matéria clicando aqui.

Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirVoluntários de Criciúma arrecadam doces para o Dia das Crianças