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Ajuda ao RS

Além das doações: a solidariedade de voluntários que ajudam na campanha das cheias do RS

Diversas pessoas já atuaram na campanha do Criciúma Esporte Clube

Por Rafaela Custódio -

4 min de leitura

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Além das doações: a solidariedade de voluntários que ajudam na campanha das cheias do RS
Foto: Divulgação

O Criciúma Esporte Clube ao lado da Cruz Vermelha iniciou uma campanha na última semana visando arrecadar alimentos, roupas, água potável, cobertores e outros donativos para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. O clube tricolor utiliza suas dependências e o Ginásio Colombo Sales para guardar os mantimentos recebidos pela população. Por estar recebendo muitos donativos, a direção do Criciúma e a Cruz Vermelha solicitaram que pessoas se voluntariem para atender todos as demandas de separação de roupa, alimentos e triagem dos produtos recebidos.

Apesar de o movimento ainda estar precisando de voluntários, já existem pessoas que deixaram suas casas para auxiliar neste momento de solidariedade. Moradora de Criciúma há 12 anos, Laura Trevizani Cechinel é natural de Torres, no Rio Grande do Sul, e está ajudando na campanha. “Tive familiares atingidos e não poderia deixar de ajudar. Acredito que todas as pessoas que viram imagens do Rio Grande do Sul choraram, pois é muito sofrimento. Imagina você perder tudo, tudo que você tem a água levar? Imaginou, pois é, temos milhares de pessoas nesta situação. Ainda, tem gente que reclama da sua vida”, ressalta.

Laura comenta que ser voluntário é doar amor, doar seu tempo, o que se torna um gesto muito lindo. “Precisamos mobilizar mais pessoas, mais voluntários. Fui doar sangue também, já que os hospitais também foram atingidos. As pessoas precisam doar, no mínimo, 30 minutos de trabalho. Parece pouco, mas garanto que não é. São 30 minutos ajudando e neste tempo conseguimos trabalhar muito”, afirma.

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Ao lado de Laura estava a agente aposentada da Polícia Civil, Rosimary Pieri. Ambas estavam unindo sapatos e deixando os pares juntos para facilitar na hora da entrega. “Estou desde sexta-feira ajudando nesta campanha. O que posso dizer é que faz bem para o coração e para a alma. No fim de semana meus filhos e netos também estiveram aqui ajudando. Ser voluntário é passar de geração em geração”, frisa.

Para Rosimary, é gratificante poder ajudar pessoas que não se conhecem. “O coração fica até emocionado e faz muito bem. Pedimos que as pessoas venham ajudar. Não precisa ser horas, mas pouco tempo já ajuda muito. Se todo mundo vier, com certeza, ajudaremos mais pessoas”, observa.

Já Paula Cardoso Zanatta, moradora de Criciúma, também deixou sua casa para ir ajudar o próximo. “Estamos vendo uma guerra no Rio Grande do Sul e não temos como não ajudar. Sempre atuei como voluntária, mas em outras instituições e agora estou na Cruz Vermelha. As pessoas estão se unindo e buscando melhorar a vida das pessoas que foram tão prejudicadas com as chuvas”, comenta.

A voluntária faz um alerta sobre as doações. “Doação não é lixo. É preciso ter consciência também. Mas, no geral, as pessoas estão unidas e ajudando. Além disso, o povo mostra que não precisamos de políticos, nós conseguimos fazer acontecer, quando nos unimos é muito melhor”, observa. Nos próximos dias, Paula deve ir ao Rio Grande do Sul como voluntária da Cruz Vermelha.

De Santa Catarina para o Rio Grande do Sul

Os moradores do Sul de Santa Catarina Gilliano de Lorenzi Cancilier Lessa, Mateus Gerhardt e Guilherme Spillere deixaram a região e se deslocaram para o Rio Grande do Sul em busca de ajudar as pessoas atingidas pelas fortes chuvas. Eles levaram cestas básicas, água, produtos de limpeza e distribuíram nos pontos de arrecadação.

“Fomos em Canoas, Porto Alegre, Eldorado e ficamos em Gravataí. A ideia surgiu porque tínhamos caminhonetes e carretilhas em que poderíamos levar as doações. Pedimos ajudas nas redes sociais e muitas pessoas ajudaram. Conseguimos levar mais de 120 cestas básicas e mais de mil litros de água em três caminhonetes. Chegamos lá e vimos que a situação é muito pior do que a gente imaginava, um caos total”, garante o empresário Gilliano de Lorenzi Cancilier Lessa.

Conforme Lessa, algumas cidades estão alagadas e é impossível chegar com carro. “Para acessar algumas cidades é impossível, é como se estivesse só a rodovia federal disponível. Conseguimos resgatar várias pessoas. Montamos uma equipe e as pessoas continuam lá ainda ajudando”, pontua.

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