Amesc apresenta redução no número de empregos no primeiro semestre de 2020
Mesmo na pandemia, três cidades conseguiram ter resultado positivo

A Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) divulgou os números referentes a geração de empregos na região no primeiro semestre de 2020. A Amesc teve um decréscimo de menos 1.039 empregos, com um percentual de - 2,82%, em relação ao mesmo período do ano passado. O índice é semelhante ao do Estado, que apresentou perda de 53.592 empregos, em um percentual de -2,58%, de janeiro a junho de 2020 no comparativo ao primeiros seis meses do ano anteiror. O destaque ficou para Turvo que cresceu + 1,13%, Morro Grande + 2,80% e Ermo, líder de crescimento, com +9,23%. O ponto negativo foi com Sombrio que perdeu 698 empregos (percentual de -10,97%).
O responsável pelo movimento econômico da Amesc (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) Ailson Piva, aponta que os dados são computados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. O setor agropecuário trouxe reflexos positivos para Turvo (+16) e Araranguá (+7). O saldo final foi de 18 vagas criadas. Já na área de comércio, apenas Santa Rosa do Sul (+9) atingiu números positivos. Araranguá (-326) e Sombrio (-197) tiveram índices bastante negativos no setor. Foi a área com maior perda de empregos, com menos 662 postos de trabalho.
Já em relação a área de construção, os números intercalaram bastante, chegando em um total negativo de 91 vagas. No ranking de perdas, o segmento da indústria chegou a menos 309 vagas. Apesar disso, Araranguá teve nesta área a contratação de 251 pessoas, sendo que a maior perca foi em Sombrio com menos 421. Na tabela de serviços a soma deu cinco postos a mais preenchidos. Araranguá foi quem mais contratou (40) e Sombrio quem mais demitiu (52).
Referente ao mês de junho, o saldo foi negativo, com perda de 114 empregos. Serviços e agropecuária tiveram índices positivos, mas comércio, construção e indústria foi negativo. Para o responsável pelo movimento econômico, os números trazem reflexões mais positivas. “Vivemos um ano de bastante complexidade, mas a média tem sido bastante estável para o extremo sul. Nosso povo tem trabalhado e buscado alternativas, uma marca desta região”, disse Piva.
Para o presidente da Amesc, prefeito de Balneário Gaivota, Ronaldo Pereira da Silva, gestores municipais, empreendedores e cidadãos tem se preocupado em lutar para superar todas as dificuldades. “Temos enquanto prefeitos a preocupação de conscientizar as pessoas diante da pandemia da saúde para que o setor econômico seja menos penalizado. Não é fácil gerenciar todos os reflexos. Se cada um se prevenir e fazer a valorização de nossa terra, vamos superar a tudo isto que viemos enfrentando”.
Colaboração: Renata Tonetto Angeloni/Assessoria de Comunicação da Amesc










