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Consequências graves

AMREC e Amesc: setor madeireiro teme demissões com nova tarifa dos EUA

Região Sul está entre as mais atingidas pela taxação de Donald Trump

Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: Freepik

A indústria da madeira ainda aguarda com preocupação os impactos do decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, dia 30, que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Madeira e Móveis do Sul de Santa Catarina (Sindimad), que abrange a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) e a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), Danilo Salvaro, afirmou que aguarda um posicionamento jurídico oficial, mas já prevê consequências graves para o setor, como fechamento de empresas e demissões.

Segundo ele, cerca de 60% do processamento em Santa Catarina de madeira reflorestada é destinada ao mercado americano. A área de abrangência do Sindimad — que inclui os municípios das regiões da AMREC e Amesc — é considerada a quarta mais afetada pelas novas tarifas, que entram em vigor no dia 6 de agosto.

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“Boa parte do que as empresas aqui do Sul fazem de madeira cerrada, móveis, portas, molduras, muita coisa foi taxada. Agora estamos vendo, que em paralelo a essa taxação tinha uma investigação do processo do anexo da Seção 232 em andamento. Alguns produtos que estão incluídos nessa seção, ainda não foram anunciados. É tudo muito recente”, afirmou

Conforme Salvaro, o segmento está entre os três mais afetados no estado. “O impacto no setor madeireiro é grande. Tem muita coisa que a gente não consegue mensurar, por exemplo, a questão do desemprego, valorização, o que deixará de ser exportado”, ressaltou.

Outros setores também devem ser impactados em função da redução da produção da madeira processada. “Têm vários setores que dependem da nossa indústria, como a questão de biomassa, que a gente trabalha, que vai para outros setores, para o setor de agricultura, para o setor de geração de energia, por exemplo. Sem o nosso processamento não sai resíduo para a biomassa e automaticamente outros setores também terão que diminuir a produção”, frisou. Entre esses setores, os mais impactados estão a avicultura e a cerâmica. Somente na região da AMREC e Amesc, são 160 empresas que atuam no setor da madeira.

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