Asfalto que funciona como 'esponja' é proposto para combater alagamentos em Criciúma
Requerimento foi aprovado na Câmara de Vereadores, nessa segunda-feira, dia 15

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Um asfalto capaz de absorver 50% da água da chuva, como uma espécie de ‘esponja’, foi proposto pelo vereador Toninho da Figueira (PL), na Câmara de Vereadores de Criciúma, nessa segunda-feira, dia 15. A proposta é inspirada em uma iniciativa estudada por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), adotada pela Prefeitura de Praia Grande (SP) e busca contribuir no combate aos alagamentos no município.
De acordo com o parlamentar, a ideia surgiu ao perceber a preocupação de muitos moradores com alagamentos, devido aos possíveis danos deixados pelo El Niño. A ação busca melhorar a drenagem urbana, proporcionando maior qualidade de vida aos cidadãos e sensação de segurança às famílias.
“A própria Prefeitura vem fazendo camadas de asfalto por cima das lajotas, mas se têm bocas de lobo entupidas, para onde vai ser escoada toda essa água?”, questionou.

Como funciona o asfalto permeável?
O asfalto permeável é um tipo de pavimentação que possui várias camadas e funciona como uma espécie de esponja. Diferentemente do pavimento normal, que faz a água escorrer pela superfície, o material possui pequenos espaços entre as pedras que permitem a passagem da chuva para as camadas de baixo da estrutura.
Após atravessar o revestimento, a água chega a uma base formada por britas, que a armazena por algumas horas e depois a direciona para o sistema de drenagem.
Apesar de ter um custo estimado aproximadamente 20% maior do que o asfalto convencional, o vereador defendeu que o investimento pode gerar benefícios a longo prazo. “É um custo que lá na frente pode ajudar muito a população criciumense”, pontuou.
O requerimento foi aprovado por unanimidade. O Portal Engeplus entrou em contato com o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, João Paulo Casagrande, para obter informações sobre a viabilidade do projeto, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.



