Assalto é o crime que atinge mais diretamente a população, diz Márcio Cabral
O número de assaltos caiu 15,2% em 2013, com relação ao ano passado, explica o comandante da Polícia Militar de Criciúma

Pessoas que chegam armadas – ou fingem estar com uma arma – para levar bolsa, dinheiro, celular e pertences pessoais assustam cada vez mais a população. Segundo o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, tenente-coronel Márcio Cabral, o assalto é o crime que mais assusta e atinge diretamente a população.
Este crime causa mais impacto por acontecer, geralmente, no dia-a-dia de uma comunidade. “O assalto acontece a pessoas de bem, de forma direta e corriqueiramente. O homicídio, por exemplo, é um crime que na maioria das vezes – mas não em todas - acontece em áreas de riscos, com traficantes, usuários de drogas e criminosos. Isso se afasta um pouco do restante da população”, observa o comandante da PM.
O tenente-coronel explica que no Brasil, a Polícia Militar trabalha com cerca de 200 assaltos para uma população de 100 mil pessoas ao ano. Ou seja, uma média de 30 a 40 assaltos por mês em uma região que tenha este número de habitantes. Em Criciúma, no ano de 2013, de janeiro a julho, o número de assaltos diminuiu consideravelmente com relação ao mesmo período do ano passado.
Foram 15% a menos no número total de ocorrências registradas. Conforme registrado pela PM de Criciúma, foram cinco roubos a residências em 2013, contra oito registrados em 2012. Já nos casos de assalto a pessoa (onde se incluem casos de pessoas que andavam na rua e tiveram pertences levados, ou pessoas em veículos, onde o carro é levado), foram 118 registros em 2013 contra 158 em 2012. O número de assaltos em estabelecimentos comerciais aumentou neste ano: foram 101 em 2013 contra 98 registros em 2012. As ocorrências totalizaram 224 em 2013, e 264 em 2012, o que resultou na redução de 15,2% do número total.
Cabral explica que durante um assalto, a vítima não deve reagir com violência. “A pessoa deve ficar calma, para ouvir o que o assaltante está pedindo, e entregar a ele apenas o que ele quer. Nestas situações, o assaltante está, geralmente, mais assustado do que a própria vítima, e uma reação por parte do assaltado pode resultar em algo pior do que o próprio assalto”, explica.
O tenente-coronel avisa que a vítima deve tentar observar o maior número de características do criminoso, como o formato do rosto, cor do cabelo, pele, olho e as roupas que ele utiliza. “Também é preciso chamar a polícia o mais rápido possível, para que a viatura faça uma busca nas redondezas e encontre o indivíduo”, reafirma.








