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Psicologia do Esporte

Atletas não são super-heróis

Doutor em psicologia ressalta a importância do treinamento mental

Por Heitor Carvalho - heitor@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: CBF

Atletas não são super heróis, porém em tempo de Copa do Mundo é neles que cada nação deposita sua confiança. Logo, certos atletas são vistos como única esperança por muitos torcedores de seus países, como no caso do Brasil com Neymar, da Argentina com Messi, de Portugal com Cristiano Ronaldo, entre outros.

Para o mestre em psicologia do esporte, William Falcão, colocar os atletas em um pedestal é uma prática comum dos torcedores. "Existe esse costume, porém é preciso entender que eles são pessoas como a gente, que estão ali trabalhando, exercendo suas profissões", ressalta o profissional.

Além da pressão vinda das arquibancadas o atleta conta também com sua própria cobrança, pois sabem melhor do que ninguém tudo que passaram para chegar até ali e das responsabilidades que assumiram. "Então de repente o que era um sonho de infância, se torna um compromisso, um dever perante a família, o país, a nação", afirma Falcão.

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Por esse motivo o psicólogo defende o trabalho de preparação mental que deve ser feito junto ao atleta. "É um trabalho a longo prazo, mas que é capaz de potencialiazar o rendimento dos atletas quando bem executado", comenta.

A respeito do choro dos atletas o profissional traz uma perspectiva interessante. "Assim como existem atletas que choram ao serem derrotados, existem atletas que choram ao ser campeões. Então a questão não está no choro em si, mas em como ele afeta o atleta", explica o especialista.

Quanto às análises dos comportamentos dos jogadores o profissional deixa um recado. "Vemos apenas as expressões dos atletas, mas não o que elas representam, o que no caso, eles estão sentindo naquele momento".

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