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Boatos e

Boatos e trotes podem atrapalhar investigações da polícia

Por Ana Paula Cardoso - anacardoso@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Após os atentados da noite passada, foi a vez de boatos serem enfrentados pelas autoridades. Nesta quarta-feira, via redes sociais, disseminaram-se informações inverídicas sobre assaltos, homicídios e tentativas de homicídios na área central, arrastões e tiroteios. A central de operações da Polícia Militar também atendeu a centenas de ligações de cidadãos preocupados com fatos que foram inventados como consequência dos crimes cometidos (os disparos contra o presídio Santa Augusta e os ônibus incendiados).

Conforme o comandante de área da Polícia Militar, Major Dimitri, a situação nesta tarde está tranquila e nenhum dos incidentes criminosos citados ocorreu na cidade. O tenente-coronel Márcio Cabral, do 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, orienta que esse tipo de informação falsa difundida atrapalha o trabalho investigativo da Polícia Civil e de ação da Polícia Militar e pode contribuir para espalhar medo e o pânico na população, o que não é apropriado. “Estamos à disposição da comunidade para ajudar e para ouvir as denúncias, mas elas precisam ser verdadeiras. A população pode ajudar ao ligar para o 190 e o disque-denúncia da Polícia Civil 197. As informações repassadas devem levar aos autores, e não atrapalhar”, esclarece Dimitri.

Desde cedo, equipes da PM e o próprio major estão nas ruas da cidade. Ele afirma que a situação é tranquila. Estão em execução as operações saturação nos bairros considerados de criminalidade crítica, as viaturas estão espalhadas em pontos estratégicos de modo a serem vistas pela população e operações noturnas de varredura (blitze e abordagens) estão programadas. “Tivemos os incidentes da noite, e às 11h30min foram disparados tiros na região dos trilhos. Após isso, não houve nenhum episódio criminoso na cidade”, finaliza Dimitri. E Cabral reforça a escolta dos ônibus que farão as linhas pela madrugada.

Sobre o momento delicado que vive a cidade, a coordenadora da Defesa Civil, Angela Mello, em seu Facebook, pede que as redes sociais sejam usadas com responsabilidade.

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