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Sem sucesso

Bombeiros encerram buscas por vítima de naufrágio em Laguna

Acidente aconteceu no dia 14 de janeiro, nos Molhes da Barra

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

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Bombeiros encerram buscas por vítima de naufrágio em Laguna
Foto: Elvis Palma/Agora Laguna/Corpo de Bombeiros

O 8° Batalhão do Corpo de Bombeiros (8° BBM) de Tubarão anunciou o encerramento das buscas pelo jovem de 25 anos desaparecido após o naufrágio de uma embarcação no Molhes da Barra em Laguna. O acidente aconteceu no dia 14 de janeiro e desde então guarnições das forças de segurança pública estavam empenhadas nas buscas pelo corpo do jovem.

Em nota, o 8° BBM informou que guarda-vidas seguirão em alerta no litoral. E caso houver algum indício ou aparecimento do corpo no mar serão feitas operações pontuais. Além do jovem desaparecido, o naufrágio da embarcação resultou na morte do vereador do município de Caçador, Ricardo de Moraes Barbosa, e de Deyvid Fernandes. Outros quatro homens foram socorridos com vida.

Em entrevista ao Portal Engeplus na última quinta-feira, dia 27, o bombeiro do 8° BBM, major Araújo, avaliou as dificuldades enfrentadas e que dificultam as buscas pela vítima. Entre elas a temperatura do mar, a incidência de vento nordeste, a complexidade da área de busca e condições climáticas adversas. Na ocasião, ele indicou que haveria uma reavaliação da operação no domingo, dia 30.

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“Não tem um protocolo definido. A partir de domingo vamos reavaliar, para ver se muda a estratégia. Não há nada certo. Estamos no 14° dia, é difícil falar em tendência. Temos que buscar até o final, mas são muitas possibilidades. Pode ser que fale algo e aconteça outra coisa. Está nas mãos da natureza. Estamos fazendo a nossa parte e vamos esgotar as possibilidades”, ponderou.

O major também explicou que quanto mais gelada a água, maior é a demora para o corpo boiar. E se isto tivesse acontecido, os bombeiros já teriam concluído as buscas. Com a temperatura atual do mar, a tendência é que o corpo boiasse entre o 9° e 10° dia. “Quanto mais quente, o corpo boia mais rápido, mas a água está gelada. Sabemos que não tem como estar vivo depois de duas semanas. Já é uma busca pelo corpo, a família está ciente, estamos diariamente em contato com a família”, explicou o major.

A causa do acidente ainda não foi divulgada e está sendo investigada.

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