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Caso de polícia

Bruno Ferreira alega racismo em fala de vereadora e registra boletim de ocorrência na Polícia Civil

Giovana Mondardo (PCdoB) se referiu ao secretário como “capitão do mato” e “capanga”

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Bruno Ferreira alega racismo em fala de vereadora e registra boletim de ocorrência na Polícia Civil
Foto: Rafaela Custódio/Arquivo Engeplus

O secretário de Assistência Social e Habitação de Criciúma, Bruno Ferreira, prestou queixa na Central de Plantão Policial (CPP) contra a vereadora Giovana Mondardo (PCdoB) alegando injúria racial. Em uma entrevista concedida à rádio Cidade em Dia, a vereadora se referiu ao secretário como “capitão do mato” e “capanga” ao mencionar a abordagem a um morador de rua feita por Ferreira e pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD).

No boletim de ocorrência, registrado por volta das 8h40 desta quinta-feira, dia 8, o secretário afirmou que se sentiu ofendido uma vez que o “termo “capitão do mato” se refere aos negros que eram contratados para perseguir e capturar escravos fugidos na época da escravidão no Brasil”. Em entrevista ao Portal Engeplus, Ferreira justificou a denúncia feita na Polícia Civil.

“É sabido que esse termo é racista, preconceituoso, porque remete ao tempo da escravidão quando os negros que eram alforriados perseguiam escravos para capturá-los. Diante dessa fala racista, não tinha o que fazer a não ser procurar a delegacia. Hoje cedo fui na Delegacia de Polícia aqui em Criciúma, registrei o boletim de ocorrência, vou seguir para representar criminalmente e vou abrir um processo civil de danos morais”, disse.

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A reportagem entrou em contato com a vereadora, porém não foi atendida.

Saiba mais

A abordagem ao morador de rua repercutiu após a publicação de um vídeo pelo prefeito Clésio Salvaro. Acompanhado pelo secretário Bruno Ferreira, ele pede que a equipe da secretaria encaminhe o homem até a República, antes chamada de Casa de Passagem, “para dar um banho e colocar ele para capinar, cortar a grama”. A medida tem como base legal a Lei nº 5536, de 12 de maio de 2010, que dispõe sobre a criação do serviço voluntário no município de Criciúma.

A vereadora Giovana Mondardo foi uma das pessoas que não concordaram com a abordagem, inclusive denunciando o prefeito e o secretário ao Ministério Público (MP) sob justificativa de que trata-se de exploração do trabalho, violação da cidadania e direito à dignidade humana.

Ferreira explica que o homem segue na República e trabalhando voluntariamente.

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