Cadeirante de Araranguá precisa da solidariedade da população

Um mergulho dado de mau jeito na barragem de um rio em Chapecó, em 2006, deixou Maicon Anjo numa cadeira de rodas. Na época com 21 anos, o técnico em enfermagem fraturou a vértebra C-5. Casado há apenas dois anos com Izabel Andrade Eme, curtia a filha recém nascida, Lavínia, de 5 anos, mas precisou se adaptar primeiro à uma vida na cama, onde ficou por um ano e três meses, imobilizado.
Depois disso, com atendimentos realizados anualmente no Hospital Sara Kubitscheck, em Brasília, a cadeira de rodas passou a fazer parte diária de sua vida. Hoje, cinco anos depois, ele permanece sem movimento nas mãos, pernas e pés, que estão atrofiados. Sem condições de trabalhar, ele adaptou-se aos inúmeros remédios e ao dinheiro recebido no auxílio doença do INSS, um salário mínimo mensal.
Por conta disso, a mulher precisa trabalhar – cuida de crianças e faz faxina para auxiliar nas despesas, além de cuidar do marido – dá banho, auxilia nas necessidades e empurra a pesada cadeira de rodas. “Uma cadeira elétrica me daria mais autonomia e um pouco de descanso à Bel”, diz Maicon, que apesar das dificuldades, está sempre otimista.
“Ele é sempre quem levanta nosso astral”, diz a mãe, Maria Marcos, 54 anos. Para ela, é difícil ver a situação do filho e não poder ajudar: “Faz meses que falta o remédio Gabapentina, que serve para dor, e que custa R$ 60 a caixa. Fico triste porque posso pouco ajudar”, lamenta a mãe, que doou um lote aos fundos do terreno da casa para o filho, mas não consegue comprar o material para erguer a casa da família.
A casa será adaptada às dificuldades físicas de Maicon, deve ter 60 metros quadrados, de alvenaria e deve consumir três mil tijolos, 150 pedras de alicerce, 60 metros quadrados de forro, 25 bolsas de cimento, 60 metros quadrados de piso, além de aberturas, louça sanitária, encanamento e fiação elétrica. Também deve ser instalado um ar condicionado, já que Maicon sofre muito com as mudanças de temperatura.
Como ajudar - Doações de material de construção ou contribuir para a cadeira nova podem ser feitas pelos fones (48) 9912-6702 e (48) 8826-7353.
Colaboração: Fernanda Guidi/Jornal Amorim







