Campanha chama a atenção para o mergulho em água rasa
Por semana, dez pessoas ficam tetraplégicas por causa deste tipo de mergulho no Brasil

No Brasil, acidentes de mergulho em água rasa deixam dez pessoas tetraplégicas por semana. Tendo em vista este alto número de pessoas lesionadas uma campanha visa conscientizar a população em relação ao dano medular em mergulho em água rasa. Estes números são registrados, principalmente, nesta época do ano, quando é frequente o acesso às praias, piscinas, cachoeiras e rios, por exemplo.
O idealizador deste projeto, Fernando Fols, é uma das vítimas do mergulho em água rasa. Em 2007, em uma lagoa no Balneário Esplanada Fols fraturou a sexta vértebra, perdendo os movimentos das pernas e parcialmente os movimentos do braços e do tronco. “Com fisioterapia recuperei alguns movimentos dos membros superiores, mas os dedos das mãos, por exemplo, não recuperei. Como a tetraplegia ainda não tem cura, a prevenção é o melhor caminho”, frisa.
Para a divulgação da campanha, materiais gráficos, como folders e adesivos serão distribuídos para a população. “A partir deste lançamento, vamos conversar com as prefeituras municipais da região para colocarmos placas orientativas nos locais de riscos”, explica.
Fols ressalta que a maioria das vítimas quase sempre são homens e jovens e a maioria dos casos ocorrem em brincadeiras. “Muitas vezes estes casos estão relacionados também ao consumo de álcool”, lembra.
Os acidentes que lesionam a coluna normalmente geram paralisia, muitas vezes irreversível. Essa situação é chamada de paraplegia (paralisia da cintura aos pés) e tetraplegia (paralisia do pescoço aos pés). A realização do projeto é da Associação Vida Ativa São José, um grupo interdisciplinar de apoio ao traumatizado requi-medular (TRM) e aos seus familiares.







