CasaCor SC: novos comportamentos
Design e Arquitetura em ambientes bem projetados

Por João Rieth - arquiteturadesigncon@engeplus.com.br
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Os eventos Casa Cor, já tradicionais no Brasil, se constituem num importante termômetro para determinar os novos caminhos que a Arquitetura, Design e o Design de Interiores irão trilhar, uma vez que evidenciam novos comportamentos de consumidores e modos de ocupação de espaços, residenciais e comerciais.
Se os mercados se adaptam aos novos hábitos, os costumes se alteraram e consequentemente os produtos e serviços seguirão estas novas diretrizes, apresentadas na forma de novos cenários do viver. Particularmente, não acredito que estes eventos ditem tendências mas evidenciam alterações já percebidas pelos projetistas, arquitetos e designers, sensíveis às mudanças sociais, uma vez que esta atividade profissional proporciona este contato diariamente. Projetos, produtos e materiais refletem os conceitos idealizados criativamente para grupos de usuários que hipoteticamente irão habitar estes novos ambientes, repletos de estímulos e memórias. Em Santa Catarina, mais precisamente em Florianópolis, o evento sempre resgata a relação com as manifestações artístico-culturais regionais, presentes na forma de utensílios e artesanato, criando uma forte identidade com o território.
Percebe-se uma predominância revivalista do linearismo industrial, talvez resgatando o design do pós guerra europeu, onde os perfis metálicos invadiram o mobiliário: misto de simplicidade e leveza e muita funcionalidade . O lema “less is more” de Mies V. Rohe, permeia muitas soluções, associadas aos materiais na sua forma natural aparente. Isto não significa que o mobiliário sob medida esteja em desuso, pelo contrário, sua praticidade é insubstituível, não só pela variedade de acabamentos mas devido aos seus atributos técnicos. A linguagem industrial não exclui o conforto. Os ambientes contemporâneos impoem o conforto como premissa e não somente física mas visual, com a iluminação em LED indireta ou direcionada, favorecendo detalhes pontuais. Outro detalhe que evidencia esta revisitação aos anos 50 e 60 é o emprego de cores suaves como o rosa e o cinza, tão popular naqueles anos e que contrastam com os demais materiais. Provocação e suavidade andam juntas na era digital, talvez na clara intenção de humanizar e sensibilizar as novas gerações. Merece destaque o ambiente criado pelos arquitetos de Criciúma, Carolina Medeiros e Daniel Ghisi, “Antropoliving”, onde os revestimentos remetem à nossa herança carvoeira. O evento encerra no dia 27/10/2019.



