Caso Kenefer: Ministério Público tem réplica

O promotor do Ministério Público, Alex Sandro Teixeira da Cruz, um dos responsáveis pela acusação, fez sua réplica baseando o discurso na impossibilidade de haver asfixia durante o estupro. A intenção do promotor é comprovar que houve dois crimes, negando a posição da defesa em ressaltar que a morte aconteceu em decorrência do estupro. A promotoria defende que a intenção de matar houve em todos os momentos.
“Ninguém sabe o exato momento da morte, nem o próprio perito do Instituto Médico Legal”, explicou o promotor. “A defesa alega que ele matou quando não queria e não matou quando queria ao dizer que durante o estupro ele matou a menina”, completou.
Baseando-se em artigos médicos e científicos, o promotor destacou que um cérebro consegue manter-se em funcionamento até seis minutos sem oxigenação. Alex Sandro, então, simulou, deitando-se no chão, que era impossível em, cinco minutos, praticar o estupro e asfixiar uma garota de 1m21cm. “Para o Ministério Público não há dúvida que desde o momento em que ele pegou a menina ela estava com sua sentença de morte assinada”, destacou o promotor. “Houve dolo (intenção) de tirar a vida da menina”, pontuou Alex Sandro.



