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Caso Kenefer:

Caso Kenefer: MP utiliza 90 minutos para acusação

Por Jussi Moraes - jussi@engeplus.com.br

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

O julgamento do acusado de estuprar e matar a menina Kenefer Maria de Jesus Guimarães teve início às 10h30min e o réu seria o primeiro a ser ouvido. Porém, como usou do seu direito de se manter em silêncio o juiz da 1ª Vara Criminal, Marlon Jesus Soares de Souza, passou a palavra, por 90 minutos, para o Ministério Público.

A acusação foi feita pelos promotores Ricardo Figueiredo Coelho e Alex Sandro Teixeira Cruz. Coelho além de falar sobre a barbárie do crime cometido no dia 1º de maio de 2010, o qual ele denominou cometido contra um anjo, fez questão de mostrar aos sete jurados as fotos da cena do estupro seguido de homicídio.

O promotor Alex Sandro Cruz enfatizou que a menina foi pendurada no alambrado como se fosse um espantalho de quinta categoria. “O acusado está aqui de cabeça baixa e se nega a falar. Mas naquele dia, na frente daquela pobre criança, se transformou naquele monstro”, salientou.

Cruz é promotor há 26 anos e revelou que nesse caso teve uma grande dificuldade. “Quando é briga de traficante, quando o sujeito se propõe a se meter com alguém do seu tamanho, a gente nunca gosta do homicídio, mas até compreende. Só que quando alguém se propõe a estuprar e matar um anjo, com as perninhas parecidas com a de passarinhos pendurada em um alambrado, eu nunca havia trabalhado em caso de tamanha crueldade. É muito sofrimento e falta de piedade do ser humano”, expôs.

O promotor recordou que a menina não foi escolhida por acaso. “Ela frequentava a casa da família do acusado desde pequena. E ela foi chamada pelo apelido para subir na motocicleta. O motivo da morte foi para que o estupro não viesse à tona. A dissimulação dele é tanta que ele chegou a dizer que não tinha nada a ver com isso. Graças ao DNA, o delegado Victor Bianco Junior pegou o cara certo”, recordou.

Ele ainda lembrou que o acusado chegou a dizer que matou a garota para evitar a resistência. “Mas qual resistência uma menina de sete anos teria a ele? Por fim, aconteceu essa tragédia. E se ele não tinha intenção de matar, porque pendurou a Kenefer pelo pescoço no alambrado? Tudo que a defesa pudesse dizer, de que ele matou sem querer, cairia por terra ao saber que ela foi pendurada”, ressaltou.

A sessão foi suspensa por cinco minutos, e retornará às 12h20min com a palavra da defesa que será feita pelo advogado , Carlos Rodolpho Pinto da Luz.


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