Cessar-fogo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza
Trégua foi acordada após 11 dias de conflito entre o Exército israelense e Faixa de Gaza
Por André Abreu - contexto@engeplus.com.br
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O governo de Israel aprovou nesta quinta-feira (20/05) um cessar-fogo com o Hamas, após 11 dias de conflito entre o Exército israelense e militantes palestinos na Faixa de Gaza. Os confrontos deixaram um saldo de 232 do lado palestino e 12 em Israel.
Segundo comunicado do gabinete de segurança do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi aceita a proposta feita pelo Egito de um "cessar-fogo bilateral e incondicional, que entrará em vigor numa data posterior".
Mais cedo, um representante do Hamas havia dito que a trégua começaria às 2h desta sexta-feira (hora local).
O anúncio do cessar-fogo era esperado, uma vez que Israel e o Hamas já tinham anunciado a intenção de chegar a este acordo, apesar dos bombardeios na Faixa de Gaza que continuaram ao longo do dia e que foram respondidos com foguetes a partir do território palestiniano.
O dia começou da mesma maneira que os anteriores nos dois territórios, sem tréguas nos ataques Israel e o Hamas, no entanto, Netanyahu anunciou que tinha convocado uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança, que culminou no anúncio do cessar-fogo.
Os EUA vinham fazendo pressão por um cessar-fogo, afirmando que havia sinais "claramente encorajadores" no sentido de uma trégua, explicitou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki durante uma conferência de imprensa.
Osama Hamdan, uma das principais figuras do Hamas também tinha dito que o cessar-fogo entre as duas partes era esperado.
O Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que esperava de Israel uma intenção real de interrupção na escalada do conflito, mas Benjamin Netanyahu continuava a dizer que estava "determinado em continuar a operação contra o Hamas até atingir o objetivo".
Foto: Ruínas de prédio residencial em Gaza destruído por bombardeios israelenses







