Com voluntárias de Criciúma e Içara, abrigo no RS atende exclusivamente mulheres e crianças
Ideia é proporcionar mais conforto e segurança para essa população

Acolher exclusivamente mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade após as cheias no Rio Grande do Sul. Foi essa ideia que norteou a criação de um abrigo no interior de Novo Hamburgo. Na organização diária do local trabalham, dentre outros voluntários, a gerente do espaço, Jéssica Jacques, de Criciúma, e a subgerente Estela Maris Guidi, de Içara.
No momento, o espaço atende 22 mulheres, 17 crianças e dois animais de estimação, e conta com cerca de 10 voluntários diariamente, empenhados em diferentes frentes, desde cozinha até ambulatório. Além de Jéssica e Estela, o abrigo é coordenado pela diretora Elisa Rose Waters e por mais duas subgerentes. “A Elisa é doula e acompanhava gestantes e lactantes no abrigo da prefeitura. Com denúncias e relatos das desabrigadas, se verificou a necessidade desse espaço reservado, que trouxesse segurança para essas mulheres e crianças”, relata Estela.
Com patrocínio do Instituto Survivor e da Organização Não Governamental (ONG) Me Too, o abrigo foi estabelecido em um pavilhão. A estrutura conta com espaço para as crianças e repartições em isopor que simulam quartos, visando proporcionar mais conforto e privacidade às famílias.
Doações
Para garantir a segurança das pessoas acolhidas, o endereço do abrigo não é publicamente divulgado, mas há um local à parte para receber doações. Para doar diretamente ao abrigo, deve-se entrar em contato por WhatsApp no número (51) 99372-0228, enquanto para se voluntariar, é preciso entrar no grupo de WhatsApp disponível neste link.
A iniciativa recebe donativos como roupas femininas, roupas de bebês e crianças, roupas de cama, artigos para bebês, absorventes, itens de higiene pessoal (pasta de dente, escova, sabonete, shampoo, condicionador, desodorante, entre outros ítens), alimentos não perecíveis, água e leites especiais (fórmulas). “Atualmente estamos precisando bastante de kit de limpezas, agasalhos e alimentos”, conta Estela.
A iniciativa tem ainda um ponto de coleta em São Paulo. Para mais informações sobre este ponto de coleta e doações em dinheiro (PIX), sobre o abrigo ou para acompanhar o trabalho realizado, o projeto disponibiliza o Instagram @sosmulheres_rs.
“As doações em PIX são feitas ao Instituto Survivor, que providencia além das necessidades das nossas abrigadas, o atendimento a inúmeras mulheres e suas famílias que não estão aqui, mas que residem nas proximidades e também precisam de ajuda”, explica Estela. Segundo ela, o instituto também mantém outro abrigo no mesmo formato em Canoas e auxilia as vítimas no retorno às suas casas.



