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Cuidado itinerante

Consultório na Rua: conheça ação que leva atendimento à população em vulnerabilidade social

Em Criciúma, o serviço de saúde somou 1,8 mil atendimentos em 2026

Foto de Ariadne Marcelino

Por Ariadne Marcelino

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Foto: Divulgação

O Consultório na Rua, serviço do Ministério da Saúde, registrou mais de 1,8 mil atendimentos em Criciúma em 2026 até o momento. O serviço oferece assistência em saúde a pessoas em situação de rua, com consultas de enfermagem, acompanhamento psicológico e encaminhamentos para outros serviços da rede pública. Implantada em junho de 2012, a iniciativa atua de forma itinerante, levando atendimento aos locais onde a população em vulnerabilidade social permanece.

De acordo com a enfermeira Ângela Cristina Silveira, atuante na equipe do Consultório na Rua no município, aproximadamente 437 pessoas foram atendidas pela equipe ao longo deste ano. O número, porém, não representa a quantidade de pessoas que vivem atualmente nas ruas.

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“Criciúma também é um local de passagem. Muitas pessoas permanecem aqui temporariamente, recebem atendimento da equipe e depois seguem para outras cidades. Até o momento foram 1.824 atendimentos contabilizados em 2026, isso porque uma mesma pessoa pode necessitar de vários atendimentos ao longo do ano, especialmente quando precisa de acompanhamento contínuo”, explicou Ângela.

Em 2025, ano em que a equipe atual iniciou os trabalhos no município, foram registrados ao todo mais de 2 mil atendimentos. Os números atuais são equivalentes a 87% do total registrado no ano anterior. Para a enfermeira, os dados demonstram a continuidade do trabalho e a importância da presença da equipe no território.

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(Foto: Divulgação)
Ação conta com veículo, que permite realizar atendimentos no interior, com mais privacidade.

“Ao longo dos anos, o serviço passou por adaptações para acompanhar as necessidades da região. Hoje contamos com um veículo apropriado, que permite realizar determinados atendimentos em seu interior, com mais privacidade e melhores condições de acolhimento. Durante o período em que estamos atuando, observamos um perfil marcado por grande vulnerabilidade social, com pessoas em extrema pobreza, desempregadas, migrantes, egressas do sistema prisional e pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Precisamos estar preparados para responder a essas diferentes realidades”, detalhou.

Atendimento é levado à população vulnerável

Conforme Ângela, o Consultório na Rua funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 16 horas. A equipe é composta por uma enfermeira, um técnico de enfermagem e um psicólogo, além de possuir o apoio de uma assistente social. Entre os serviços oferecidos estão consultas de enfermagem, atendimentos psicológicos, curativos, testes rápidos, administração assistida de medicamentos e orientações de saúde.

“É um trabalho que exige integração entre diferentes áreas, porque as necessidades das pessoas atendidas envolvem questões de saúde física, mental e social. Além do cuidado e acompanhamento itinerante, também realizamos encaminhamentos de acordo com as necessidades identificadas em cada atendimento”, explicou a enfermeira.

Na Saúde, os encaminhamentos realizados podem ser para consultas especializadas, atendimentos de urgência, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e serviços de saúde mental, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Já na Assistência Social, o serviço trabalha em parceria com o Centro Pop, Casa de Passagem, Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“Trabalhamos com uma população que enfrenta preconceito, exclusão social e inúmeras dificuldades para acessar os serviços de saúde. Nosso compromisso com essa ação é acolher sem julgar e construir vínculos de confiança. Antes de qualquer condição social, estamos falando de seres humanos que possuem histórias, sentimentos e direitos. Ninguém deveria perder o direito de ser cuidado por não ter um endereço”, apontou Ângela.

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