CPI da Afasc: “Agora não vamos mais trabalhar porque estamos em ano eleitoral?”, questiona vereador
Câmara inicia na próxima semana uma CPI para investigar possíveis irregularidades da Afasc
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A Câmara de Vereadores de Criciúma terá a partir da próxima semana uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na Associação Feminina de Assistência Social (Afasc) e Prefeitura. O autor da proposta foi o vereador Julio Kaminski (PSL) e subscrita também por Ademir Honorato (MDB), Paulo Ferrarezi (MDB), Jair Alexandre (PL), Edson Paiol (PSL) e Zairo Casagrande (PDT).
Em entrevista concedida ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, o vereador Julio Kaminski ressaltou que os vereadores possuem muitas dúvidas em relação a operação da Afasc. “Os questionamentos são sobre os investimentos. Tudo que envolve a organização social, envolve dinheiro público e é nossa obrigação trazer mais transparência possível”, garantiu.
Segundo o vereador, na próxima segunda-feira, dia 11, será lido o requerimento na sessão da Câmara e inicia a comissão. Cada partido deverá indicar um representante e 10 dias depois iniciam os trabalhos.
Serão avaliadas cerca de oito pautas na comissão, entre elas, a existência de funcionários irregulares, processos trabalhistas e levantamento de recursos, desvio de carnes. “Nos últimos três anos, a Afasc recebeu 175 processos trabalhistas e vamos pagar a conta, pois a entidade usa o dinheiro público e queremos trazer transparência”, afirmou.
“Se fosse uma questão eleitoreira, não teríamos que fazer agora. Descarto essa possibilidade de ordem eleitoral pois não seria o melhor momento para isso, mas temos um compromisso com os eleitores. Meu trabalho na Câmara é maior do que tudo isso e tenho serviço até 31 de dezembro de 2020”, comentou.
Conforme Kaminski, mesmo sendo ano eleitoral, os vereadores precisam continuar trabalhando e buscando ajudar a sociedade. “Agora não vamos mais trabalhar porque estamos em um ano eleitoral? Temos responsabilidade quanto vereadores. O tempo de demanda para uma comissão de inquérito é muito grande. Não podemos fazer por fazer e temos que dar respostas à sociedade e temos seriedade ao nosso mandato”, declarou.
Kaminski garantiu que a comissão deve ser finalizada até novembro, isto porque o prazo para resolução do caso é de 90 dias, sendo prorrogado por mais 90.





