Criciúma acolhe a liberdade de viajar de motorhome
Criciúma abre as portas para quem leva a casa na bagagem
Por Jaqueline Backes
3 min de leitura

Novo ponto de apoio a motorhomes no Parque das Nações acolhe viajantes e cria oportunidades para o turismo e a economia local.
Imagine preparar um café com uma paisagem diferente à janela, seguir viagem sem precisar refazer as malas e encontrar, pelo caminho, uma cidade que desperte a vontade de ficar mais um pouco. Viajar de motorhome tem esse encanto: transformar o percurso em parte das férias e reunir, no mesmo veículo, transporte, hospedagem e histórias para contar.
Consolidado nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, o caravanismo vem ampliando seu espaço no Brasil. Com ele, cresce também a importância de uma rede de acolhimento que permita aos viajantes organizar suas paradas e conhecer os destinos com tranquilidade.
Criciúma acaba de dar um passo nessa direção. O município implantou um ponto de apoio para motorhomes no Parque das Nações, no bairro Próspera, próximo à entrada pela Rua da Gente. O espaço já está disponível e conta com três vagas exclusivas, com permanência de até 48 horas por veículo. Uma iniciativa das diretorias de Turismo e de Parques e Praças que merece ser valorizada pela atenção a uma forma de viajar com potencial para aproximar visitantes da cidade.
Para quem está na estrada, encontrar um lugar preparado para receber seu veículo pode influenciar a escolha da próxima parada. Para o município, essa decisão representa a oportunidade de transformar uma passagem em visita, uma visita em consumo e uma boa experiência em recomendação.
Quem viaja com a própria casa também compra alimentos, frequenta restaurantes, abastece, procura serviços e deseja conhecer o que cada lugar tem de especial. Embora leve sua estrutura de hospedagem, esse visitante pode movimentar diferentes atividades da economia local. Uma parada de até dois dias abre possibilidades para experimentar a gastronomia, visitar atrações e incluir Criciúma nas lembranças da viagem.
A localização no Parque das Nações acrescenta um atrativo à chegada. O espaço reúne lazer, esporte e referências à história ferroviária, como a locomotiva Teresinha 01 e a estação que reproduz a primeira parada de Criciúma.
Acolhimento com responsabilidade
No Parque das Nações, as orientações de uso ajudam a preservar o espaço e a convivência com os demais frequentadores. É obrigatória a identificação na chegada, e o limite de permanência é de 48 horas. Os animais de estimação são bem-vindos. Não são permitidos aparelhos de som nem varais nas áreas externas. Os usuários também devem deixar limpo o ponto de descarte de resíduos e manter extensões e mangueiras recolhidas quando estiverem fora de uso.
São cuidados que expressam uma responsabilidade compartilhada: a cidade acolhe, e o visitante contribui para conservar aquilo que encontrou.
Vejo nessa iniciativa uma oportunidade para Criciúma ampliar seu olhar sobre o turismo. Receber bem começa por compreender que as pessoas chegam de diferentes maneiras, com necessidades e expectativas próprias. A divulgação do ponto de apoio, associada a informações sobre atrações, gastronomia e serviços, pode ajudar esse público a aproveitar melhor sua permanência.
Com três vagas, Criciúma começa a escrever mais um capítulo de sua hospitalidade. Para quem percorre o Brasil de motorhome, a cidade passa a oferecer um motivo concreto para entrar no roteiro. E, para quem ainda sonha com essa experiência, fica o convite: imaginar uma viagem em que a casa acompanha o caminho e cada parada oferece uma nova história.




