Criciúma concentra mais de 50% dos registros de morte violenta na AMREC desde 2019
Região contabilizou 20 ocorrências em 2026, entre homicídios e feminicídios
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Criciúma concentra mais da metade dos registros de morte violenta contabilizados pela Polícia Civil na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) desde 2019. São 105 ocorrências no município, de um total de 208 registradas nos 12 municípios atendidos pela 6ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRP). Até o momento, em 2026, a região contabilizou 20 ocorrências, conforme levantamento atualizado até essa terça-feira, dia 3 de novembro.
Entre os municípios atendidos pela 6ª DRP, Criciúma aparece na primeira posição, com 105 registros entre 2019 e 3 de novembro de 2026. O número representa aproximadamente 50,5% do total das ocorrências contabilizadas pela Polícia Civil no período. Na sequência aparecem Balneário Rincão e Içara, com 20 registros cada, e Forquilhinha, com 17. O levantamento considera homicídios dolosos, quando há intenção de matar, homicídios culposos e feminicídios.
Região registrou 20 ocorrências de mortes violentas em 2026
Somente neste ano, a região contabilizou 14 homicídios dolosos, cinco feminicídios e um homicídio culposo. Em comparação com o mesmo período de 2025, os homicídios dolosos permaneceram em 14 registros, enquanto houve uma ocorrência a mais de feminicídio registrada. Com o total de 20 ocorrências, até o momento, este é o número mais baixo registrado desde 2021, quando o ano terminou com 18 mortes contabilizadas por casos de homicídio ou feminicídio. Nos anos seguintes, os registros chegaram a 25 em 2022, 33 em 2023, 31 em 2024 e 26 em 2025.
“Como ainda faltam dois meses para o ano acabar, não temos como afirmar que já houve uma redução nos casos. Em comparação com o mesmo período no ano passado, que teve registro de 18 casos, tivemos o acréscimo até agora de um feminicídio. Os casos de homicídio e feminicídio, por envolverem o maior bem, que é a vida da pessoa, sempre são tratados com prioridade”, destacou o delegado regional de Criciúma, André Milanese.
Segundo Milanese, em Criciúma, desde 2025, os crimes de homicídio contam com uma unidade especializada de investigação, a Delegacia de Homicídios, vinculada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC). Conforme o delegado, a estrutura contribui para aumentar a resolutividade dos casos. Também, após uma divisão formalizada em março de 2026, os atendimentos às mulheres e as investigações relacionadas aos casos de feminicídio são atendidos pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).




