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Denúncia do Sindicato

Criciúma garante que cumpriu determinações para usar jogadores sem intervalo mínimo entre partidas

Clube alega que se beneficiou de exceções da Lei para regularizar os atletas

Por Lucas Renan Domingos -

3 min de leitura

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Criciúma garante que cumpriu determinações para usar jogadores sem intervalo mínimo entre partidas
Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

O Criciúma garante que cumpriu todas determinações para colocar em campo os jogadores Marcos Serrato e Cristovam no confronto contra o Inter de Lages. O jogo da Série B do Catarinense terminou com o placar de 2 a 0 para o time criciumense. O clube carvoeiro foi denunciado pelo Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Estado de Santa Catarina (Sapfesc) após utilizar os atletas com um intervalo menor de 66 horas, conforme determina o regulamento, já que os jogadores atuaram na sexta-feira, dia 27, contra o Cruzeiro, na Série B do Brasileirão, e, novamente, no domingo, dia 29, em Lages.

Em entrevista ao Debate Tabelando da noite dessa terça-feira, dia 31, o diretor de Relações Internacionais do Criciúma e advogado especialista em Direito Desportivo, Rodolfo Moretti, explicou que a determinação existe, mas, ao mesmo tempo, apresenta exceções.

“O clube tomou todas as preocupações para regularizar a situação para domingo. Há na Lei este intervalo mínimo de 66 horas. Mas o próprio regulamento geral de competições da CBF e da Federação Catarinense de Futebol trazem exceções, como a anuência expressa do atleta e a autorização da diretoria de competições da federação acompanhada de um laudo médico” destacou Moretti.

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Foram essas documentações que o Criciúma apresentou para utilizar Marcos Serrato e Cristovam, disse o diretor. “O Criciúma apresentou toda esta documentação do seu departamento médico houve o aval da federação. O clube está seguro nesta questão. O Criciúma garante a todos os seus torcedores que cumpriu à risca a documentação entregue para a federação. Inclusive houve a liberação dessa partida no sistema da federação”, pontou.

Moretti lembrou ainda que a discussão sobre o intervalo mínimo para uso de atleta entre partidas é antiga. “Em 2013 houve um processo da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) que conseguiu na Justiça uma liminar que aumentou este intervalo para 72 horas. Em 2017 houve um acordo entre o Ministério do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho, Sindicato dos Atletas e a CBF para minorar para 66 horas. Em 2018 passou a constar este intervalo nos regulamentos”, explicou.

Durante a pandemia, por conta do curto intervalo de partidas entre competições após a retomada do futebol, o intervalo chegou a ser minorado, ficando em 48 horas. Depois da regularização dos calendários, o período voltou a ser de 66 horas.

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