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Criciúma terá

Criciúma terá campanha para combater violência contra crianças e mulheres

Cartazes serão espalhados por repartições públicas para orientar sobre a importância de denunciar

Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Criciúma terá campanha para combater violência contra crianças e mulheres
Foto: Fotos: Tiago Maciel/Decom Criciúma

A campanha Não esconda esse ferimento. Vítima de violência, denuncie foi lançada na tarde dessa quarta-feira pelo prefeito interino de Criciúma, Itamar da Silva. A partir desta semana, os cartazes da campanha serão colados nas repartições públicas da cidade. A ação foi determinada por um projeto de lei (número 4.782) aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores em 2005. “Trata-se de uma obra aparentemente simples, mas na minha avaliação, é grandiosa por representar o sentimento das pessoas. Por combater ações de violências com uma simples ligação e desta forma conseguir melhorar a vida de dezenas de pessoas, de famílias inteiras”, explicou Itamar da Silva.

Conforme previsto na lei, o material terá os telefones disponíveis para a realização de denúncias em casos de violência contra crianças e mulheres. Os cartazes serão colados - além de em todos os prédios de administração municipal - em ônibus, abrigos e terminais, além de estar disponível nos meios de comunicação oficiais.

Segundo Ana Losso, coordenadora do Núcleo de Prevenção à Violência e Prevenção à Saúde (Nuprevips), afirma que a divulgação do trabalho é uma excelente iniciativa para contribuir com a minimização dos casos. “Considero este ato valoroso, de muita grandeza. Quem não denuncia também violenta. As violências precisam ser enfrentadas, ações como estas precisam ser feitas por toda a sociedade”, conclui.

O delegado responsável pela Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente de Criciúma, Antonio Márcio Campos Neves, acredita que esse tipo de campanha é fundamental para prestar socorro às vítimas. “Nosso trabalho é cumprir a Lei e esta, baseada na Constituição pede que sejam punidos os autores da violência, mas, não dá nenhum suporte, não atende a vítima”, lembrou.

O número de casos de violência contra a mulher e a criança registrados em 2012 foi divulgado pela assistente social do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), Leila Rezende Ferrari: foram 38 atendimentos de denúncias sobre violência psicológica contra crianças e no caso de violência física foram 12 atendimentos. O maior registro é por conta da violência sexual. Foram 56 casos confirmados em 2012.

A violência contra a mulher registra números ainda menores, e Leila explica que isso se dá por falta de denúncia. Em 2012, a Casa Abrigo da Mulher acolheu 14 mulheres, vítimas de vários tipos de problemas, como ameaças, agressões e violência psicológica No Creas foram atendidos 38 casos. “Precisamos que sejam feitas as denúncias, tanto no caso de crianças quanto de mulheres. Tratamos da família inteira que acaba sendo vítima quando apenas um membro sofre a violência”, relatou.

Colaboração: Kênia Pacheco/Decom Criciúma

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