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Inteligência

Cruzamento de dados da PRF em SC, RS e SP permitiu a prisão de dez suspeitos do assalto em Criciúma

Até o momento, 14 pessoas foram detidas por possível envolvimento no crime

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Cruzamento de dados da PRF em SC, RS e SP permitiu a prisão de dez suspeitos do assalto em Criciúma
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus

Munidos com dados das forças investigativas, produzidos pela Polícia Civil e Instituto Geral de Perícias (IGP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) conseguiu contribuir na captura dez dos 14 presos suspeitos de participação no roubo do Banco do Brasil em Criciúma. E estas prisões aconteceram por meio do cruzamento de dados da PRF em Santa Catarina (SC), Rio Grande do Sul e São Paulo, conforme explicou o diretor executivo da PRF, José Hott.

Em entrevista ao Portal Engeplus, Hott afirmou que a PRF utilizou ferramentas tecnológicas aplicadas no policiamento para identificar a localização dos investigados. “Desde o primeiro momento a Polícia Rodoviária Federal alocou todas as suas capacidades estratégicas para identificação dos criminosos e para evitar que elementos fugissem da região de Criciúma sem que pudéssemos rastrear estes movimentos”, declarou.

Cinco prisões no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina foram efetuadas pela própria PRF. Três em Passo de Torres, na divisa com o RS, e duas em São Leopoldo, na BR-116. Estas cinco prisões aconteceram um dia depois do roubo. Os capturados em solo catarinense foram encaminhados para a Delegacia de Araranguá e estavam com R$ 49 mil no porta-malas de um Citroën C4, placas de Brasília. Já os detidos na cidade gaúcha estavam em um Hyundai HB20 e transportavam R$ 8,1 mil.

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“Essas equipes, a partir do cruzamento de dados da inteligência da Polícia Rodoviária Federal, receberam informações de prováveis alvos. Por essa razão, da possibilidade de atuar em todo o território nacional, tivemos a capacidade de alguns destes alvos serem localizados no estado vizinho, o Rio Grande do Sul”, disse o diretor.

Hott explicou ainda que em todas as prisões efetuadas foi encontrado dinheiro em espécie, porém não revelou o total apreendido. “O preso e tudo que foi localizado com ele é apresentado à Polícia Civil, que está coordenando a investigação e faz a identificação, contabilidade e etc. Alguns destes presos portavam quantias em espécie, em bolsas, e essas bolsas foram entregues à Justiça. Em todas as prisões que realizamos tinha uma quantia em espécie, não necessariamente dinheiro retirado daqui, mas tinha uma quantia em espécie”, ponderou.

A Polícia Rodoviária Federal é uma força federal, então o que temos nos estados são organizações administrativas. Para nós não existe divisa de estados. É a PRF do Brasil. Tão logo aconteceu a ocorrência aqui, em razão da localização geográfica, já aumentamos o nível de alerta e acionamos equipes no Rio Grande do Sul, Paraná e posteriormente em São Paulo.

diretor executivo da PRF, José Hott
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A informação se as cédulas apreendidas estão ligadas ao crime está sob investigação no inquérito policial coordenado pelo delegado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), Anselmo Cruz. “Até aqui o que temos é indícios da participação no evento destes presos em outros estados, mas o processo penal tem seus caminhos de prova para isto ser demonstrado”, concluiu Hott.

Os desdobramentos investigativos ainda buscam esclarecer quem seriam os mandantes do assalto. A maioria dos detidos são paulistas ou possuem alguma relação com o estado do Sudeste brasileiro. A Deic diz ainda não ser possível afirmar que toda a ação tenha sido planejada por uma única organização criminosa.

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