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Da Alemanha

Da Alemanha para Forquilhinha

Por Lene De Costa - lenedecosta@engeplus.com.br

2 min de leitura

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A busca por novas técnicas para aprimorar o atendimento aos pacientes na área de comportamento e fala motivou a visita de uma autêntica alemã à cidade mais germânica da região de Criciúma.

Formada em terapia ocupacional e agora cursando fonoaudiologia, Annette Deeke, de 28 anos, deixou Hannover, onde mora, para uma curta temporada em Forquilhinha. Na mala trouxe experiências que vem trocando com profissionais daqui.

Esta é a terceira vez que Annette vem ao Brasil. Em 2002, passou 10 meses em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, em estágio exigido pelo curso de terapia ocupacional. “Pode ser em qualquer lugar do mundo, eu escolhi o Brasil por curiosidade”, conta ela. Foi neste período em que aprendeu a falar português.

Em 2007, esteve novamente em Passo Fundo e, depois, conheceu Forquilhinha. Neste ano, depois de duas semanas em São Paulo, retornou à cidade e segue hospedada na casa da família do contabilista Jorge Eyng.

Além do Brasil, Annette já esteve nos Estados Unidos, Portugal, Itália, Holanda, Israel, Austrália e Bali. As experiências são sempre custeadas pela própria profissional com a ajuda dos pais - uma professora e um suinocultor.

Pronunciando com clareza boa parte das palavras,ela relata diferenças que chamam sua atenção. “No Brasil as pessoas são mais hospitaleiras, todos falam ao mesmo tempo. Na Alemanha as pessoas são mais tranquilas”, compara. “Só que às vezes aqui falam muito rápido e não consigo entender.”

O excesso de lixo em vias públicas também foi notado pela terapeuta. “Lá praticamente não tem lixo nas ruas e não existem leis para isto, mas, mesmo assim, as pessoas respeitam. É uma questão de educação: se uma criança jogar lixo na rua será imediatamente repreendida pelos pais”, observa.

O aipim, iguaria comum por aqui e inexistente na Alemanha, se tornou um dos pratos mais apreciados. “Gostei bastante”, revela. Já a goiaba não agradou, assim como os doces brasileiros. “São doces demais”, classifica ela. Apesar da fama do país de origem, a alemã deixa escapar ainda que não bebe muita cerveja, dando preferência aos vinhos.

A fonoaudióloga da prefeitura de Forquilhinha, Patricia Vicenzi da Silva, acompanha Anette no trabalho. “Sempre é uma troca de experiência. Mas, até agora, as técnicas são praticamente as mesmas”, pontua Patricia. Annette permanece na cidade até o final da próxima semana.

(Colaboração/fotos: Carla Giassi / PMF)

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