Da teoria aos jogos virtuais: projeto ensina crianças a pouparem dinheiro do curto ao longo prazo
Projeto municipal é aplicado entre estudantes do 1º ao 5º ano
Por Isabela Baldin
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Uma iniciativa voltada para a educação financeira de crianças do Ensino Fundamental foi desenvolvida pelo município de Araranguá, no Extremo Sul de Santa Catarina. O projeto busca incentivar o consumo consciente entre estudantes do 1º ao 5º ano da rede municipal.
Integrado à disciplina de Projeto de Vida, o programa ensina a planejar recursos, guardar dinheiro para objetivos futuros e envolver as famílias em hábitos financeiros mais saudáveis. A ação conta com 35 kits pedagógicos compostos por livros didáticos e cadernetas, além de uma capacitação de 60 horas oferecida aos professores envolvidos.
Para a professora Simone das Graças Pereira Coelho, que leciona na Escola Básica Municipal de Ensino Integral Almerindo Manoel da Luz, a recepção dos alunos e das famílias tem sido bastante positiva, mesmo sendo uma novidade no ambiente escolar. “A educação financeira é algo que eu acredito que veio para ficar, porque é importante demais que eles cheguem à vida adulta com essas informações e consigam levar isso para dentro de casa”, destacou.
Além dos livros didáticos, as turmas utilizam três cofrinhos de tamanhos diferentes fornecidos nos kits, em que cada um representa uma meta temporal:
Curto prazo: Objetivos simples para até 3 meses.
Médio prazo: Planejamento estimado em cerca de 6 meses.
Longo prazo: Metas maiores iniciadas no começo do ano com foco no encerramento do ciclo letivo.
“Quando eles ganham uma mesada, nós incentivamos que guardem um pouquinho. Não precisam guardar tudo, porque às vezes querem comprar algo e podem fazer isso, mas o importante é que guardem uma parte para já irem criando consciência ao longo da vida”, pontuou.




A responsabilidade financeira também é trabalhada no ambiente virtual, por meio de uma plataforma digital interativa. Nela, os alunos realizam atividades e participam de jogos com tempo limitado e cronograma definido. Ao concluírem os desafios, eles ganham moedas virtuais chamadas POX, que podem ser trocadas em uma loja fictícia dentro do próprio sistema.
“Na loja virtual, eles aprendem a comparar preços e a refletir se realmente podem e precisam comprar determinado item. É algo que eles estão amando, adoram trabalhar na plataforma, inclusive junto com a família”, relatou.
Projeto contou com investimento de mais de R$ 390 mil
O Projeto de Educação Financeira de Araranguá contou com um investimento de mais de R$ 390 mil. Do montante, R$ 100 mil foram viabilizados por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Volnei Weber (MDB).




