Deinfra vai continuar as obras da Via Rápida
Ministério Público Federal recomendou que obras fossem paralisadas por conta de sítios arqueológicos encontrados no local da obra

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) de Santa Catarina decidiu continuar as obras da Via Rápida - rodovia que ligará Criciúma à BR-101 -, mesmo após o Ministério Público Federal (MPF) ter recomendado o contrário. A princípio, a obra estaria prejudicando sítios arqueológicos encontrados nas proximidades de onde a via passará. Um deles, inclusive, fica no eixo onde a rodovia está sendo construída.
Paulo Meller, presidente do Deinfra, explicou na manhã desta quinta-feira ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, que esses sítios foram encontrados já quanto o terreno foi avaliado para a obra. \"No entanto, pelos relatórios que temos, alguns desses sítios estavam parcialmente destruídos e os demais estavam totalmente destruídos, em função basicamente da agricultura daqueles terrenos. Tem um deles, inclusive, que tem 59 marcas de arado. Todos esses relatórios foram apresentados à promotora\", pontua Meller.
Uma empresa contratada, em conjunto com técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fará uma nova avaliação dos terrenos, e caso os sítios arqueológicos tenham um valor histórico, serão retirados do local e levados a um museu. \"Quero deixar claro que os sítios estão lá, e o Deinfra os documentou desde o início. Também apresentamos à promotora uma cópia de um documento da Fatma, autorizando o início da obra\", relata Meller.
Segundo o presidente, a paralisação da obra está fora de cogitação porque existem 190 trabalhadores na obra, além de 70 máquinas. \"Essa paralisação tem custos. Vamos precisar pagar a desmobilização da empresa, e depois a nova mobilização. Além disso, existe o prejuízo ambiental, que é enorme. Com tudo parado, as águas da chuva avançam, levam terra, barrancos podem cair e causar prejuízos. Isso não é o recomendado\", alerta.
Confira o áudio completo da entrevista de Paulo Meller ao jornalista João Paulo Messer



