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Política

Depois de Criciúma, proibição do uso da linguagem neutra vira projeto na Câmara Federal

Deputada Geovania de Sá protocolou matéria de mesmo teor em Brasília

Por Lucas Renan Domingos -

2 min de leitura

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Depois de Criciúma, proibição do uso da linguagem neutra vira projeto na Câmara Federal
Foto: Divulgação

Depois da aprovação do projeto que proíbe o uso da linguagem neutra em Criciúma, o tema agora também ganha espaço na Câmara dos Deputados, em Brasília. A deputada criciumense Geovania de Sá (PSDB) protocolou na Câmara Federal, na tarde desta terça-feira, dia 3, o Projeto de Lei 2650/21. O texto tem o mesmo teor da matéria aprovada em Criciúma, tendo como objetivo impedir o uso da linguagem neutra nas escolas públicas e privadas, mas agora em todo o Brasil.

“Os adeptos de tal linguagem querem destruir palavras simples e consagradas para promover um contrassenso linguístico histórico. Pretendem substituir ‘ela’ e ‘ele’ por ‘elu’; ‘todas’ e ‘todos’ por ‘todes’, entre outras mudanças”, exemplificou a deputada.

Para Geovania, o uso da linguagem neutra “causa estranheza e desconforto”. “É completamente irracional e insensato. Estamos falando de termos que atacam a língua portuguesa, afrontam nossos valores tradicionais e, o que é ainda mais grave, impactam negativamente em nossas crianças e jovens”, destacou a deputada

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Segundo ela, os debates da Educação deveriam ter outros focos. “Os brasileiros querem viver em um país que, em vez de se ocupar do ensino de uma linguagem errada, informal e embaralhada, preocupe-se em superar o analfabetismo, em solucionar a evasão escolar e em construir cidadãos preparados para o desafiador mundo do trabalho na era digital. Estas, sim, são questões centrais para a educação brasileira”, completou.

Projeto aprovado em Criciúma

Na sessão dessa segunda-feira, dia 2, os vereadores de Criciúma aprovaram um projeto semelhante. A matéria proíbe o uso da linguagem neutra na grade curricular, no material didático de instituições de ensino e em editais de concursos públicos no município. O texto, de autoria do vereador Obadias Benones (Avante), ainda aguarda a sanção do prefeito Clésio Salvaro (PSDB).

No Legislativo criciumense, 16 vereadores votaram o projeto. Foram 14 manifestações favoráveis, um voto contrário e uma abstenção.

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