Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
PublicidadePublicidade
Jornalismo

Dois jornalistas, um blog, 700 textos e um livro

Criadores do blog Desilusões Perdidas marcam presença na 8ª Semana Acadêmica de Jornalismo da Satc

Por Ana Paula Cardoso - anacardoso@engeplus.com.br

4 min de leitura

Compartilhar:
Dois jornalistas, um blog, 700 textos e um livro
Foto: Amanda Garcia Ludwig

Não foi tarefa fácil, mas os mais de 700 textos publicados no blog Desilusões Perdidas, que tem como personagem o jornalista fictício Duda Rangel – desiludido com a profissão, mas apaixonado por ela –, viraram um livro. A vida de jornalista como ela é compila 110 textos divididos em 16 capítulos temáticos. Há poesias, crônicas, contos e textos literários que retratam as graças e as desgraças da profissão jornalista.


Logo mais às 19h30min, Anderson e Emerson Couto, criadores do blog, estarão no encerramento da 8ª Semana Acadêmica de Jornalismo da Faculdade Satc, em Criciúma, para bater um papo com profissionais e estudantes e lançar o livro, que está entrando em sua segunda tiragem.

Publicidade


Nesta tarde, os irmãos gêmeos e jornalistas estiveram no Portal Engeplus para conversar sobre a obra e a profissão. Confira:


Portal Engeplus – Quem é Duda Rangel?

Anderson – O Duda Rangel, na verdade Carlos Eduardo Rangel, é o narrador do blog. Fizemos uma pesquisa de nomes, evitamos repetir algum já existente e chegamos a ele. O blog é de ficção, mas muita história é autoral, minha e do Emerson, e precisávamos de alguém para dar vida a tudo isso com muito bom humor.


Engeplus – No blog vocês o descrevem como um jornalista desiludido. Mas escreve textos bem humorados.

Emerson – O Duda já foi mais infeliz na profissão, mas voltou a conviver com ela com bom humor. Ele é desempregado, abandonado pela mulher. Mas ele gosta da profissão. Por isso faz textos engraçados, magoados, sarcásticos, ele é debochado também. Muitos leitores pensam que ele é real, mas não é, e não mostramos nossa cara. Eu e o Anderson não estamos no blog.


Engeplus - Como surgiu a ideia do blog?

Emerson – Escrevíamos humor na faculdade, fazíamos fanzines também. Somos do jornal impresso e entramos muito novos no Estadão. Ficamos sérios e em 2009 resolvemos voltar para o humor e escolhemos o blog por conta da linguagem, por ser diferente do que fazíamos e porque queríamos discutir a profissão de forma mais leve.


Engeplus – O blog é autoral?

Anderson – Fazemos o real e a ficção, mas muito do que tem no blog é autoral, são as nossas histórias. O Duda é dois anos mais velho que nós, não podíamos nos distanciar do Duda senão nossas história não valeriam. Ele é saudosista, trabalha naquele ambiente em que se fumava muito. Mas nós, eu e o Emerson, rejuvenescemos muito de um ano para cá porque temos andado muito em universidades para aprender com os jovens jornalistas. Para nós, o que vimos, é que mudaram foram os canais de comunicação e suas tecnologias. A essência é a mesma: curtir o que faz, ir pra rua, apuração. Contar as histórias é bom demais.


Engeplus – Vocês têm concorrentes ou já viram algo semelhante ao trabalho de vocês?

Anderson – Nosso blog é de humor, mostramos de tudo, nossa vida jornalística está ali. Recebemos algumas contribuições, o que nos ajuda a oxigenar o blog. O que vemos hoje é que existem canais para tratar da profissão, discutir, mas mais para escrachar e mostrar os erros dos colegas. O blog é para motivar também. Com as histórias que postamos lá uns se desmotivam na profissão, outros não, pelo contrário.


Engeplus – A vida de jornalista como ela é já vai para a segunda tiragem. Há planos para o Duda Rangel?

Emerson – Sim Queremos fazer uma série de televisão. O roteiro está quase pronto e conversamos com duas produtoras. O plano é ampliar os assuntos do Duda, falar de jornalismo de forma mais clara ára que quem não é jornalista entenda também. Sinceramente, já pensamos também em como matar o Duda (risos).


Engeplus – Vocês deixaram a redação, encontraram outro espaço na profissão. Como avaliam o mercado daqui para frente?

Anderson – O mercado de jornalismo muda de cidade para cidade. Em São Paulo, o jornalismo tradicional está mais restrito e os profissionais migram para outros nichos. A grande mudança fica e ficará por conta da independência dos profissionais, mudança dos locais de trabalho e geração de conteúdo.

Emerson – Vejo isso de forma positiva. Há cada vez mais canais para jornalistas e leitores. Ambos estão muito próximos.

Dois jornalistas, um blog, 700 textos e um livro — foto 1
Foto 1 de 6
Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirQuinta é dia de Drummond na Unesc