Dois meses após lançamento, Ambulatório de Atenção à Pessoa com Fibromialgia é ampliado
Novo modelo envolve mais de 20 profissionais de nove áreas

A Unesc busca excelência na implantação do Ambulatório de Atenção à Pessoa com Fibromialgia, e nessa quinta-feira, dia 1º, concretizou mais uma ação para atingir este objetivo. Dois meses após o lançamento do espaço, e um mês do início dos trabalhos, a universidade ampliou o projeto com a adição de novos profissionais e procedimentos para atender a grande demanda da região. O trabalho está sendo realizado junto à Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal de Criciúma.
Entendendo a dimensão desta responsabilidade, o projeto foi apresentado no auditório Ruy Hulse, com a presença de pessoas acometidas pela síndrome e lideranças comunitárias.
“Percebemos, pelo número de pessoas que recorreram à universidade, a necessidade de ampliar ainda mais o ambulatório. Assim fizemos. A equipe foi reconstituída, ganhando importantes reforços que se somam aos profissionais que aqui estão. Acreditamos que aqui, na nossa Unesc, estas pessoas terão o mais completo e humano acolhimento disponível para o tratamento desta síndrome”, evidenciou a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta.
Com uma média esperada de 300 atendimentos por mês, o ambulatório está preparado para até 124 pacientes logo na primeira semana e poderá ser acessado em um ciclo de três etapas. A entrada será pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Criciúma, com encaminhamento a um serviço de apoio e diagnóstico e por fim o atendimento na universidade. Com embasamento em estudos técnicos, Sandro Ressler, coordenador do espaço, explica que os pacientes serão categorizados entre grupos leve, moderado e grave, com tratamento específico para cada situação.
Serão 12 semanas de tratamentos, com acesso a mais de 20 profissionais de fisioterapia, enfermagem, medicina, psicologia, educação física, terapia ocupacional, nutrição e farmácia. Esta nova etapa do atendimento, que iniciou dentro do Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Unesc e agora ganha uma nova dimensão com profissionais direcionados pontualmente para esta atuação, começará na segunda-feira, dia 5, com atendimento em dias da semana entre 8 e 19 horas.
“É uma ampliação deste trabalho, para atender o maior número de pessoas possíveis que necessitam de um cuidado especializado. Nosso objetivo é ir além de aliviar as condições de dores, e sim possibilitar uma efetiva atuação na vida social e profissional”, afirmou o coordenador.
Além dos serviços próprios do ambulatório, o paciente poderá usufruir de toda a estrutura da universidade, desde as Clínicas Integradas até a assistência social, garantindo que a atenção ao usuário do serviço seja completa dentro e fora da área da saúde. Exames também poderão ser feitos diretamente na instituição, dando mais dinamismo e acessibilidade ao tratamento.
Esperança
O drama de quem convive com esta síndrome é diário. São dias e noites de dor, com mínimas possibilidades de tratamento em qualquer lugar do Brasil. Em Criciúma, mais de cinco mil pessoas são acometidas. No Sul do estado o número cresce consideravelmente. Entre esses pacientes está Cristina Valério. Ela sofre de fibromialgia e descreve como uma angústia invisível, intensa e de difícil identificação.
“Já ouvi que não teria tratamento disponível para mim, fui encaminhada para um psiquiatra, e posteriormente internada com depressão. Isso é um caso comum para quem convive com a fibromialgia, tanto que o que conseguimos aqui na Unesc hoje representa a esperança da qualidade de vida que um fibromiálgico tanto procura”, destacou.
Cristina conhece a realidade desta síndrome por todo o Brasil por sua atuação na Anfibro (Associação Nacional de Fibromialgia). Ela afirma que o apoio que as pessoas receberão no serviço será fundamental para evitar tragédias. “A rotina de dores acaba em tentativas contra a própria vida, muitas vezes. Esse acolhimento que a universidade está fazendo com toda certeza garantirá a esperança de vida a quem tanto sofre”, afirmou.
Para os próximos meses, um Cartão da Pessoa com Fibromialgia está nos planos do projeto da Unesc, e ele poderá ter valor em conformidade com um projeto de lei já aprovado na Câmara e que garantirá que o paciente tenha acessos facilitados a serviços públicos e outros auxílios.







