Dona Lila fazia o café quando foi morta
Idosa vítima de latrocínio neste domingo era bastante querida em Içara

Eram pouco mais de 6 horas da manhã deste domingo. O amanhecer parecia tranquilo na Sanga Funda, na casa de Ana Edwiges Colonetti, a dona Lila Colonetti, 69 anos. Ela preparava o café, enquanto o marido ainda descansava no quarto. Eis que um assalto foi anunciado. Armados, os assaltantes tiraram proveito do lugar retirado, em Içara, e da porta de vidro da cozinha, para apanhar ela de surpresa.
Dona Lila ainda se lembrava, com certeza, do sábado, quando praticou o último gesto de caridade, ao ir com uma equipe do Lions para um evento beneficente no Balneário Rincão. Um bandido a rendeu, enquanto o outro foi até o quarto e disparou. Ao ouvir o tiro, imaginando que o marido houvesse sido ferido, Lila entrou em luta corporal com o assaltante que a rendeu. Ele atirou então quatro vezes. Acertou o tórax da idosa, que perdeu a vida ali mesmo. Restou o marido vivo, e profundamente assustado, e tragicamente viúvo, enquanto os bandidos fugiram trafegando no Toyota Corolla da família. Abandonaram o carro cerca de duas horas depois, no bairro Barra Velha, no Rincão. No caminho, eles perderam os R$ 1 mil que haviam tomado do casal.
As horas que sucederam foram de dor e perplexidade em Içara, pela brutalidade do acontecido. Os investigadores ainda não conseguiram localizar os autores do crime, mas a Polícia Civil já avança na busca da elucidação do latrocínio. O velório aconteceu, com grande fluxo de familiares e incontáveis amigos de dona Lila, ao longo deste domingo no Cemitério de Içara.







