Duplo homicídio de irmãos mortos a tiros e que tiveram corpos incendiados é esclarecido

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma finalizou o inquérito policial que apurou o duplo homicídio que vitimou os irmãos ex-presidiários Messias da Silva Matos e Vitor da Silva Matos. Ambos foram mortos a tiros na noite do dia 26 de setembro do ano passado e tiveram seus corpos incendiados dentro de um Fiat Uno no bairro Cristo Redentor, em Criciúma.
Com as investigações foi esclarecido que um dos autores foi um adolescente, de 15 anos. Conforme o delegado responsável pela DIC de Criciúma, André Milanese, o adolescente confessou o crime, mas não informou quem foram os seus comparsas.
Durante as investigações apurou-se que Messias foi morto por estar em débito com a facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Sua morte foi “encomendada” de dentro da Penitenciária São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. O mandante do crime foi um homem, de 32 anos, uma das lideranças estaduais da organização criminosa.
“Apurou-se também que o duplo homicídio foi executado por um jovem, de 27 anos, umas das lideranças do PGC no bairro Cristo Redentor”, comenta o delegado. Ele está preso desde o dia 22 de janeiro deste ano por ter assassinado André Renato Inácio a tiros e, posteriormente, ter ateado fogo em um veículo com a vítima dentro. O caso ocorreu no dia 7 de dezembro de 2015, também a mando do PGC.
Este jovem que já se encontra recluso matou os irmãos junto com o adolescente, de 15 anos, e um outro menor de idade, de 17 anos. Messias foi morto por estar em débito com o PGC e Vitor por possuir uma rixa com o adolescente, de 15 anos, tendo em vista que o mesmo engravidou a ex-companheira de Vitor.
Ainda segundo o delegado, o mandante da morte de André Renato Inácio foi indiciado e teve sua prisão preventiva decretada pelos crimes de homicídio qualificado, destruição parcial de cadáveres, porte de arma e corrupção de menores. Já os dois adolescentes encontram-se em liberdade.






