Ele se reinventa com o tempo

Com mais de 20 anos de trajetória, 200 músicas gravadas, cantor consagrado, Humberto Gessinger, aos 46 anos, trilha um caminho diferente da maioria. Ao invés de acomodado em sua carreira de sucesso, ele deu uma pausa ao Engenheiros do Hawaii e se jogou de cabeça em dois projetos: escrever e reinventar sua música em Pouca Vocal.
Nesta manhã Humberto esteve na Praça Nereu Ramos onde participou da mesa literária da Feira do Livro e conversou com fãs sobre sua carreira. “Após enaltecer a iniciativa da feira o cantor afirmou que a paixão pelos livros começou na infância quando ia a uma biblioteca de um centro esportivo perto de sua casa. Lá lia não os livros de sucesso, mas os doados, que fizeram com que ele tivesse uma visão diferenciada e despertasse seu gosto pelas letras e livros. “Mesmo que eu odeie um livro, que eu não entenda nada, passadas as 10 primeiras páginas vou até o fim”, confessa.
Desde pequeno tinha facilidade em escrever . “A primeira vez que cantei algo que não era meu já tinha cinco anos de carreira”, conta Humberto que largou a arquitetura para abraçar a música . Pouco a vontade ao ser chamado de escritor afirma que para ele escritores são aqueles que escrevem ficção. “No primeiro convite escrevi sobre o grêmio.São artistas, torcedores de times diferentes, que escreveram os livros. Em Pra Ser Sincero, falo da minha vida, cidade, família e pessoas em geral, pois pra mim o importante seja por meio das músicas ou livros é passar emoção, a coisa humana da coisa, define.
Ao lado de Duca Leindecker, Humberto, lança seu novo CD. Em Pouca Vogal, apesar do estilo diferenciado daquele que o consagrou, mantém a linha reflexiva e assim o escritor- cantor, ou cantor-escritor, vai se reinventando com o passar do tempo.







