Em Criciúma, atividades físicas e igrejas são consideradas essenciais pelos vereadores
Projetos foram aprovados em sessão dessa terça-feira, dia 13

Academias, templos e igrejas de Criciúma foram consideradas atividades essenciais pelos vereadores em sessão ordinária nessa terça-feira, dia 13, na Câmara Municipal.
O Projeto do Executivo (PE) Nº 34/2021 que torna a atividade física como essencial no município foi aprovado com 15 votos, os parlamentares reconheceram como essenciais as academias, escolas de dança, clubes e espaços de prática de esporte, treinamento e atividade física. A aprovação do PE estabelece ainda como essencial a prática de esporte em todas as suas versões, bem como a realização de atividade física em espaço público ou privado destinado à prestação de serviços de educação física, jogos e treinamentos, no município de Criciúma.
De acordo com o projeto, os benefícios não são apenas físicos: o exercício também melhora a qualidade do sono e o desempenho cognitivo, afasta o estresse e ajuda no tratamento de doenças como depressão e ansiedade, aumenta a disposição, traz mais autonomia aos idosos e melhora o convívio social de todos. “Exercitar-se previne o desenvolvimento de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), melhora o condicionamento muscular e cardiorrespiratório, ajuda a controlar os níveis de colesterol e o ganho de peso”, acrescenta o prefeito Clésio Salvaro (PSDB), autor do projeto. Seguindo o regimento interno, o presidente da Casa não votou no projeto e a vereadora Jucélia Vargas (PDT) votou contra.
Já o Projeto de Lei (PL) de Nº 8/2021 do vereador Jair Alexandre (PL) também foi aprovado com 15 votos favoráveis. O projeto prevê que sejam consideradas essenciais atividades religiosas, realizadas nos templos e fora deles, assegurando-se aos fiéis o livre exercício de culto, ainda que em situações de calamidade pública, de emergência ou de epidemia. “Tal medida visa a permanência de tais atividades, vez que as religiões, representadas por suas igrejas, são fundamentais à sociedade, não apenas pelo caráter espiritual, mas, também, pelo social, dadas as doações de cestas básicas e aconselhamentos, de forma periódica, a milhares de famílias”, destacou o vereador.
O parlamentar ressaltou ainda no projeto a importância das instituições no período de pandemia. “Assim, tem-se que as igrejas poderão somar no combate, não apenas de pandemias, mas da fome e na prevenção ao suicídio”. Seguindo o regimento interno, o presidente da Casa não votou no projeto e a vereadora Jucélia Vargas também votou contra.
"Votei contra os dois projetos, pois em nenhum outro momento pensei em transformar isso ou aquilo em essencial e tenho muita preocupação, pois tudo tem se tornado essencial. O conceito de essencial é algo que você não vive sem, como por exemplo, os hospitais. Em tempo de pandemia, tornar tudo como essencial não é o mais importante. Qual o papel do Estado para ajudar e contribuir com os estabelecimentos como as academias? Neste momento, a Câmara precisa debater o que fazer para enfrentar a crise econômica. Tudo virou essencial, mas essencial é a vida", justificou em entrevista ao Portal Engeplus. "Acho importante o papel da igreja na sociedade, mas estamos vivendo em uma pandemia e precisamos pensar sobre isso. Não sou contra academia também, mas durante uma pandemia fica difícil tornar tudo essencial", finalizou.





