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Em Criciúma, primeiro técnico de Guga passa experiência aos praticantes de tênis

Ralf Lauterjung luta para tornar a modalidade cada vez mais popular

Por Redação Engeplus - jornalismo@engeplus.com.br

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Em Criciúma, primeiro técnico de Guga passa experiência aos praticantes de tênis
Foto: Daniel Búrigo/Jornal da Manhã

Primeiro professor de Gustavo Kuerten, Ralf Lauterjung, reside há dois anos em Criciúma. Na capital do carvão, o técnico de tênis, de 67 anos, passa um pouco da sua vasta experiência aos praticantes de tênis e segue a sua luta pela descoberta de novos talentos e pela popularização da modalidade.

Conforme matéria produzida pelo jornalista Tadeu Spilere, e publicada na edição desta quinta-feira do Jornal da Manhã, Lauterjung é natural de Blumenau e trabalhou durante oito anos em Florianópolis, onde passou os primeiros ensinamentos ao garoto que conquistaria três vezes Roland Garros e chegaria ao topo do ranking mundial.

De acordo com o treinador, muita coisa precisa mudar no cenário do tênis para que outros atletas alcancem o nível de Guga. “Primeiro temos que quebrar o preconceito de que o tênis é coisa de elite. Para que haja essa popularização, é preciso abrir as portas dos clubes. Não vemos os clubes fazerem eventos para a sociedade. Muitas pessoas nunca jogaram e gostariam muito de saber como funciona, de sentir a raquete, a bolinha, a quadra de saibro”, ressalta o técnico, que oferece aulas em duplas com preços mais acessíveis e mantém as portas sempre abertas para os interessados em conhecer o tênis.

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Além disso, o professor também elabora projetos sociais como As Catarinas, que seleciona meninas para treinos de rendimento. Em Criciúma, após a realização de testes, 12 garotas serão escolhidas para formar a equipe e receber toda a estrutura necessária para a prática em alto nível. “Esta iniciativa é só para as mulheres porque elas estão desaparecendo do esporte”, justifica.

“Potencial tem, falta incentivo”

Ralf conta com aproximadamente 80 alunos de dez a 60 anos e exalta o interesse pela modalidade, mas deixa claro que o esporte ainda esbarra na falta de apoio financeiro. “É muito difícil conseguir qualquer tipo de incentivo. E para que a gente consiga elaborar projetos e popularizar o tênis é necessário o apoio da iniciativa privada. Mas não é fácil”, lamenta. “Jogadores que se destacam precisam se virar para viajar, competir e treinar”, completa.

O treinador ainda aponta uma questão que influencia em muitos outros esportes amadores. Segundo ele, os atletas chegam à determinada idade e deixam a prática por causa dos estudos ou alguma profissão. Isso por falta de bolsas que ofereçam segurança financeira aos futuros campeões.

Em Criciúma, primeiro técnico de Guga passa experiência aos praticantes de tênis — foto 1
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