Em nota, ex-secretário preso em operação do Gaeco diz que acusações são ‘infundadas e absurdas’
Bruno Ferreira foi um dos presos na ação que aconteceu em sete municípios catarinenses
Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br
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O ex-secretário de Assistência Social e Habitação de Criciúma, Bruno Ferreira, preso durante operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), afirma ser inocente e que as acusações são “infundadas e absurdas”. A operação Caronte aconteceu nessa segunda-feira, dia 5, como desdobramento da investigação envolvendo a prestação de serviços funerários.
Ferreira está detido no presídio Santa Augusta, em Criciúma, e se manifestou por meio de nota oficial publicada em seu perfil no Instagram. “Recentemente, as investigações envolvendo empresas funerárias acabaram por respingar injustamente em minha pessoa, gerando acusações infundadas e absurdas. Quero tranquilizar a todos que estou bem e forte. Acredito firmemente na justiça dos homens e tenho a convicção de que serei inocentado de todas as acusações”, afirmou.
Ao todo, a operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva, incluindo a de Ferreira, e 38 mandados de busca e apreensão, além do afastamento do cargo público de dois investigados - um deles o vereador Daniel Antunes (União). “Peço celeridade no andamento desse processo, pois, por trás do homem público, existe um pai de família, um irmão, um filho e um neto e minha família também sofre com essa situação”, disse Ferreira.
As ações, com apoio do Grupo Especial Anticorrupção (Geac), aconteceram nas cidades de Criciúma, Florianópolis, Içara, Itapema, Jaraguá do Sul, Palhoça, São José, além de Itati (RS). O objetivo, segundo o MPSC, é combater a atuação de possível organização criminosa que visava a prática de delitos contra administração pública, licitatórios, lavagem de dinheiro, dentre outros.
Os presos foram submetidos ao exame de corpo de delito e encaminhados para audiências de custódia. As diligências contaram com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina para agilizar a confecção e conclusão dos laudos periciais com a extração das evidências digitais dos materiais apreendidos. A investigação tramita atualmente em segredo de justiça.
Abaixo, confira a íntegra da nota emitida pelo ex-secretário:
Nota Oficial – Bruno Ferreira
É com profunda indignação e pesar que me dirijo a todos vocês, amigos, familiares e apoiadores. Ao escolher a vida pública, estamos cientes dos desafios e intempéries que o cargo nos impõe, infelizmente, faz parte desse caminho árduo. Recentemente, as investigações envolvendo empresas funerárias acabaram por respingar injustamente em minha pessoa, gerando acusações infundadas e absurdas. Quero tranquilizar a todos que estou bem e forte. Acredito firmemente na justiça dos homens e tenho a convicção de que serei INOCENTADO de todas as acusações. No entanto, peço celeridade no andamento desse processo, pois, por trás do homem público, existe um pai de família, um irmão, um filho e um neto e minha família também sofre com essa situação.
Agradeço imensamente pelo apoio incondicional de todos. Seguimos juntos, firmes na verdade e na justiça.
Atenciosamente,
Bruno Ferreira





