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Empresa paulista que administra HRA é investigada por suposto desvio de verba pública

Por Redação Engeplus - jornalismo@engeplus.com.br

3 min de leitura

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O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Antissequestro de Sorocaba (SP) desencadearam uma operação para investigar um grupo criminoso sobre desvio de verba de saúde em hospitais no interior de São Paulo. Denominada de Operação Atenas, ela deverá se estender ao Hospital Regional de Araranguá (HRA), que é administrado desde o dia 1º de maio pelo grupo investigado no Estado de São Paulo. Na instituição de Araranguá, a equipe de investigação identificou contratos com indícios de irregularidades e por isso passará a ser investigada a atuação em Araranguá.

Conforme informações publicada no site G1, dez pessoas foram presas hoje e apreendido R$ 1,5 milhão na casa de um suposto “cabeça” do esquema. A ação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Itapetininga (SP) e outros sete municípios. O grupo criminoso usava duas associações civis de fachada.

Em nota oficial, a secretaria de Estado de Saúde manifestou-se sobre o assunto. leia o conteúdo na íntegra:

Face à notícia de que a Organização Social Instituto SAS estaria envolvida em crimes de desvio de verbas, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece:

Em Santa Catarina, existe uma lei e um decreto que regulamentam as ações das Organizações Sociais (OS) na área da saúde dentro do território estadual. A Organização Social Instituto SAS, que administra o Hospital Regional de Araranguá, atendeu a todas as determinações previstas em lei.

Seguindo os trâmites legais, foi realizado um processo de qualificação da OS em Santa Catarina, e o Instituto SAS foi aprovado por cumprir os requisitos. Houve igualmente um concurso de projeto, no qual as Organizações Sociais propuseram modelos administrativos e valores para gerir o Hospital Regional de Araranguá. O Instituto SAS foi vencedor por ter apresentado a melhor proposta.

A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que o desempenho da referida Organização Social tem sido acompanhado por uma comissão de representantes da sociedade local e também pela Comissão de Avaliação e Fiscalização de Organizações Sociais. A prestação de contas do Instituto SAS tem sido apresentada regularmente para a Secretaria de Estado da Saúde. No entanto, diante das notícias de possíveis irregularidades financeiras, a Secretaria de Estado da Saúde determinou que seja feita uma análise apurada dos documentos da prestação de contas do Instituto SAS desde maio deste ano, quando esta Organização Social iniciou as atividades no Hospital Regional de Araranguá.

A Secretaria de Estado da Saúde informa também que acompanhará os resultados da apuração da investigação do Ministério Público para tomar as devidas providências.

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