Encontrado adolescente suspeito de ter participado de ataques aos ônibus em Criciúma
Ele foi levado para a Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente na manhã desta quarta-feira

Atualização de Matéria às 12h26min / Um adolescente de 14 anos que teria participado de ataques aos ônibus em Criciúma no último final de semana foi encontrado pela Polícia Militar (PM) na manhã desta quarta-feira, no bairro Progresso, em Criciúma. De acordo com o soldado Rafael Lázaro, os policiais realizavam rondas pela avenida Progresso quando avistaram o jovem.
A PM já tinha a informação de que o adolescente era um dos suspeitos de ter ateado fogo no primeiro ônibus, queimado no bairro Jardim União. Durante a abordagem, o jovem inicialmente negou a participação, mas momentos depois entrou em contradição e confessou o crime.
Ele garantiu à PM que realizou o ataque sozinho e não quis denunciar outros participantes. O jovem foi levado à Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente por volta das 10 horas, onde será ouvido pelo delegado Antonio Márcio Campos Neves na presença do Conselho Tutelar e dos pais. “Vamos ouvi-lo e depois confirmar o envolvimento dele com o ataque ao ônibus”. De acordo com o delegado, um retrato do jovem será mostrado ao motorista e aos passageiros do ônibus, a fim de confirmar o envolvimento dele com o caso. “Não basta apenas o depoimento, temos que confirmar o envolvimento do adolescente com as vítimas do atentado”, ressalta. Em conversa preliminar com a autoridade policial, o jovem disse que o incêndio ao ônibus teria sido articulado apenas por ele, portanto, o jovem teria parado o ônibus, pedido para os passageiros descerem e ateado fogo no veículo.
“Sabemos que isso é mentira, pois não teria como ele ter realizado o ato sozinho. Ele ainda disse que no momento da ocorrência portava uma espingarda, o que confirma a utilização de uma arma de cano longo no incidente”, pontua. Conforme o delegado tem criminosos que possuem envolvimento com organizações criminosas e outras que acabam apenas participando destas ocorrências, mas que não têm ligações com certas organizações. Ele ainda acrescenta que a população vem ajudando bastante na identificação dos envolvidos.
Colaboração: Douglas Saviato







